Dezembro 06 2009

 

B
OLETÍM CULTURAL CATINA MUNDI
Casa México Aljuriça-Portugal
           
…Para las niñas y niños de Portugal, México, Costa Rica y Iberoamérica es esta publicación mensual
Feliz Natal
Felices Pascuas
Merry Christmas
Joyeux Noël
Auguri de Buon Natale
 
卡缇娜 Catina em Chinês
 
 
Que os sinos de Natal sejam portadores de alegres esperanças para todas as crianças sem lar, sem carinho.
 
Para meditar
Façamos votos para que, a partir do Ano Novo, toda a gente se capacite que a riqueza material não é fudamental para a nossa sobrevivência; claro que sem dinheiro se pode sobreviver, mas sem água potável e sem os outros seres vivos ( Biodiversidade ) não sobreviremos.
        Jorge Paiva ( Botânico-Investigador do Instituto Botânico da Univiversidade de Coimbra)
 
Porque o mundo me empurrou/ Caí na lama, e então/ Tomei-lhe a cor, mas não sou/ A lama que muitos são. (A.Aleixo)
                           
PUBLICAÇÃO MENSAL, em PORTUGUÊS e CASTELHANO, QUE TEM COMO OBJECTIVO A PUBLICAÇÃO DE TRADUÇÕES DE TEXTOS DE AUTORES PORTUGUESES, CASTELHANOS E LATINO-AMERICANOS, RESENHAS DE PUBLICAÇÕES RECENTES E PASSADAS E NOTÍCIAS SOBRE EVENTOS CULTURAIS D’AQUÉM E D’ALÉM MAR. GANDRASMEXICOCOSTARICA.BLOGS.SAPO.PT
Presentación
1)        Boletín de periocidad mensual aparece en septiembre de 2009 como fruto del amor por las letras luso-mexicanas. El objectivo esencial de Casa México es coadyuvar en la promoción y en la difusión de las literaturas clásica y contemporânea. Dicha publicación llegara a los cuatro rincones del mundo via air mail e Internet.
E
   DITORIAL
 NATAL: UM DIA TRISTE PARA MILHÕES DE CRIANÇAS
O Brasil e o México são os países latino-americanos que contam com mais crianças abandonadas, as principais causas que levam as crianças a fazer vida de rua nas cidades de São Paulo e México City são a violência doméstica, a pobreza, a falta de educação escolar. Nos lares onde tudo falta as plantas não prosperam…
AS CONDIÇÕES DE VIDA DAS CRIANÇAS DA RUA SÃO DURÍSSIMAS, UM VERDADEIRO INFERNO INFESTADO DE DIABOS COM INSTINTOS MALVADOS. ATÉ A PRÓPRIA POLICIA AS MOLESTA SEM DÓ NEM PIEDADE.
AS CRIANÇAS SEM LAR NEM BEIRA ESTÃO À MERCÊ DE CONTRAIR TODO O GÉNERO DE DOENÇAS MAGINÁVEIS E IMAGINÁVEIS. NO CASO DA PROSTITUIÇÃO TODAS AS LEVIANDADES SÃO LEGAIS E MORAIS PARA TIRAR PROVEITOS PROVEITOSOS DA CARNE SEM NERVOS DUROS. PARA ENGANAR A FOME, OS FILHOS DE NIGUÉM USAM AS COLAS DE SAPATEIRO E DE CARPINTEIRO COMO ESCAPE DE ENGANAR O ESTôMAGO E DE REDUZIR A VONTADE DE COMER COMIDA PODRE DOS BALDES DO LIXO. È ASSIM PELA SIMPLES RAZÃO DE OS AVARENTOS RICAÇOS DESEJAREM TODO O TIPO DE MALDIÇÕES ÀS CRIANÇAS QUE NADA TêM, COM UM FUTURO INCERTO, ATORMENTADO, DOLOROSO.
AS CRIANÇAS SEM LAR FORMAM OS JARDINS SEM PERFUME DA PAISAGEM URBANA DAS DUAS CAPITAIS CITADAS( SÃO PAULO E MÉXICO CITY ). CERCA DE 95% DESTAS CRIANÇAS INOCENTES VEÊM-SE OBRIGADAS A TRABALHAR EM LABORES PENOSÍSSIMOS PARA FUGIREM, DE ALGUMA MANEIRA, À NEGRA MORTE ANUNCIADA…
QUEM TIVER O PRIVILÉGIO DE IR DE VIAGEM ATÉ SÃO PAULO E MÉXICO CITY NESTE NATAL QUE SE AVIZINHA COM MUITA CHUVA, SERÁ CONTEMPLADO COM O LUMINOSO CENÁRIO DE VER MILHARES DE CRIANÇAS EM ACTIVIDADES PESADAS COMO LAVANDO CARROS, ENGRAXANDO SAPATOS, APANHANDO LATAS, GARRAFAS, PAPEL, PLÁSTICO PARA RECICLAR; VENDENDO BUJIGANGAS NA RUA, PEDINDO ESMOLA, COMETENDO PEQUENOS FURTOS AOS TURISTAS, ASSIM COMO PROSTITUINDO-SE.
É ESTE O DIA-A-DIA DOS INFANTES ESQUECIDOS, DOS QUE NASCEM PARA SER DESGRAÇADOS EM TERRAS DENSAS DE VEGETAÇÃO, ONDE ABUNDAM INCONTÁVEIS RIQUEZAS NATURAIS E MINERAIS.
Na Cimeira Ibero-Americana somente o presidente de El Salvador .levantou a voz em defesa das crianças abandonadas.
Os poetas e as crianças parecem-se na sua maneira de ser porque ambos procuram e sabem encontrar a beleza que têm os seres e as coisas. A criança, quando não conhece o nome duma coisa que gosta, inventa uma palavra para a catalogar… O poeta também inventa nomes e comparações para escrever os seus poemas”.
Las flores y poemas del campo, de Fernando luján(1912-1967)
Saudade
Saudade - O que será... não sei... procurei sabê-lo
em dicionários antigos e poeirentos
e noutros livros onde não achei o sentido
desta doce palavra de perfis ambíguos.

Dizem que azuis são as montanhas como ela,
que nela se obscurecem os amores longínquos,
e um bom e nobre amigo meu (e das estrelas)
a nomeia num tremor de cabelos e mãos.

Hoje em Eça de Queiroz sem cuidar a descubro,
seu segredo se evade, sua doçura me obceca
como uma mariposa de estranho e fino corpo
sempre longe - tão longe! - de minhas redes tranquilas.

Saudade... Oiça, vizinho, sabe o significado
desta palavra branca que se evade como um peixe?
Não... e me treme na boca seu tremor delicado...
Saudade...

Pablo Neruda, in "Crepusculário"
Tradução de Rui Lage
 
 
Testemunho directo, de quem se cruzou com Saramago

por Fernanda Leitão em CARTA DO CANADÁ

.... Cá de longe soube que publicava livros e vendia muito.
Não me aqueceu nem arrefeceu, porque nunca li nada escrito por ele nem tenciono perder tempo com isso.
Não me apetece, e está tudo dito.
Nem o Nobel que lhe deram me impressionou, porque já vi o Nobel ser dado sem critério algumas vezes.
Acho mesmo que o prémio está a ficar muito por baixo.
E agora, o homenzinho da Golegã a chamar nomes a Deus, a insultar a Bíblia nuns raciocínios primários de operário em roda de tasca.
Dizem que o fez por golpe publicitário.
Talvez.
Acho que é capaz disso e de muito mais.
No entanto, creio que, no meio do aranzel, apenas houve uma pessoa que lhe fez o diagnóstico certo:
António Lobo Antunes, numa magistral entrevista dada à RTP, há dias, respondeu a Judite de Sousa, que o interrogava sobre as tiradas de Saramago, que essas vociferações contra Deus lhe tinham feito medo.
E adiantou: "tenho medo de chegar à idade dele assim, sem senso crítico".
Está tudo dito.
É mais um como há tantos anciãos de tino perdido em Portugal.
É deixá-lo andar.
A mim tanto se me dá
.
 
ANTÓNIO LOBOA ANTUNES E A ESCRITA MENTIROSA

Custa-me encontrar um título apropriado à escrita de António Lobo Antunes que, podendo ganhar dinheiro com a profissão de médico, prefere a escrita para envergonhar os portugueses.
Talvez este início de crónica escandalize quem costume venerá-lo. Eu, por maior benevolência que para com ele queira usar não posso, nem devo. Por várias razões, algumas das quais vou enunciar. Porque não gosto de atirar a pedra e esconder a mão.
Este senhor foi mobilizado como médico, para a guerra do Ultramar. Nunca terá sabido manobrar uma G-3 ou mesmo uma Mauser. Certamente nem sequer chegou a conhecer a estrutura de um pelotão, de uma companhia, de um batalhão. Não era operacional mas bota-se a falar como quem pragueja. Refiro-me ao seu mais recente livro: Uma longa viagem com António Lobo Antunes. João Céu e Silva pode reclamar alguns méritos deste tipo de escrita. Foi o entrevistador e a forma como transpõe as conversas confere-lhe alguma energia e vontade de saber até onde o entrevistado é capaz de levar o leitor. Mas as ideias, as frases, os palavrões, os impropérios, as aldrabices - sim as aldrabices - são de Lobo Antunes. Vejamos o que ele se lembrou de vomitar na página 391: «Eu tinha talento para matar e para morrer. No meu batalhão éramos seiscentos militares e tivemos cento e cinquenta baixas. Era uma violência indescritível para meninos de vinte e um, vinte e dois ou vinte e três anos que matavam e depois choravam pela gente que morrera. Eu estava numa zona onde havia muitos combates e para poder mudar para uma região mais calma tinha de acumular pontos. Uma arma apreendida ao inimigo valia uns pontos, um prisioneiro ou um inimigo morto outros tantos pontos. E para podermos mudar, fazíamos de tudo, matar crianças, mulheres, homens. Tudo contava, e como quando estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros».
Penso que isto que deixo transcrito da página 391 do seu referido livro, se vivêssemos num país civilizado e culto, com valores básicos a uma sociedade de mente sã e de justiça firme, bastaria para internar este «escriba», porque todo o livro é uma humilhação sistemática e nauseabunda, aos Combatentes Portugueses que prestaram serviço em qualquer palco de operações, além fronteiras. É um severo ataque à Instituição militar e uma infâmia aos comandantes de qualquer ramo das Forças Armadas, de qualquer estrutura hierárquica e de qualquer frente de combate. Isto que Lobo Antunes escreve e lhe permite arrecadar «350 contos por mês da editora» (p. 330), deveria ser motivo de uma averiguação pelo Ministério Público. Porque em democracia, não deve poder dizer-se tudo, só porque há liberdade para isso. Essa liberdade que Lobo Antunes usou para enriquecer à custa o marketing que os mass media repercutem, sem remoques, porque se trata de um médico com irmãos influentes na política, ofendeu um milhão de Combatentes, o Ministério da Defesa, uma juventude desprevenida, porque vai ler estes arrotos literários, na convicção de que foi assim que fez a Guerra, entre 1961 e 1974. E ofende, sobretudo, a alma da Portugalidade porque a «aldeia global» a que pertencemos vai pensar que isto se passou na vida real nos finais do século XX.
Fui combatente, em Angola, uns anos antes de Lobo Antunes. Também, como ele fui alferes miliciano (ranger). Estive numa zona muito mais perigosa do que ele: nos Dembos, com operações no Zemba, na Maria Fernanda, em Nuambuangongo, na Mata Sanga, na Pedra Verde, enfim, no coração da guerra. Nunca um militar, qualquer que fosse a sua graduação ou especialidade, atirou a matar. Essa linguagem dos pontos é pura ficção. E essa de fazer cordões com orelhas de preto, nem ao diabo lembraria. E pior do que tudo é a maldade com que escarrou no seu próprio batalhão que tinha seiscentos militares e registou centena e meia de baixas...Como se isto fosse crível!
Se o seu comandante que na altura deveria ser tenente-coronel, mais o segundo comandante, os capitães, os alferes, os sargentos e os soldados em geral, lerem estas aldrabices e não exigirem uma explicação pública, ficarão na história da guerra do Ultramar como protagonistas de um filme que de realidade não teve ponta por onde se lhe pegue. Em primeiro lugar esta mentira pública atinge esses heróicos combatentes, tão sérios como todos os outros. Porque não há memória de um único Batalhão ter um décimo das baixas que Lobo Antunes atribui àquele de que ele próprio fez parte. É preciso ter lata para fazer afirmações tão graves sobre profissionais que para serem diferentes deste relatório patológico, basta terem a seu lado a Bandeira Portuguesa e terem jurado servi-la e servir a Pátria com honra, dignidade e humanismo. Não conheço nenhum desses seiscentos militares que acolheram António Lobo Antunes no seu seio e até trataram bem a sua mulher que lhes fez companhia, em pleno mato, segundo escreve nas páginas 249 e 250. Mereciam eles outro respeito e outros elogios. Porque insultos destes ouvimos e lemos muitos, no tempo do PREC. Mas falsidades tão obscenas, nem sequer foram ditas por Otelo Saraiva de Carvalho, quando mandou prender inocentes, com mandados de captura, em branco e até quando ameaçou meter-me e a tantos, no Campo Pequeno para a matança da Páscoa. Estas enormidades não matam o corpo, mas ferem de morte a alma da nossa Epopeia Nacional.

Barroso da Fonte, Dr.
Los orígenes míticos del imaginario amazónico
(Neste livro, a historiadora chilena, Ana Pizarro, grava os nomes de algunsexploradores lusitanos, e o nosso conterrâneo Pedro Teixeira não ficara esquecido )

La investigadora presenta el miércoles (Centro Cultural de Las Condes, 19 horas) un ensayo dedicado al área geográfico-cultural del Amazonas. Para escribirlo se remitió a los primeros cronistas, a escritores y estudiosos contemporáneos, archivos de época y a sus propios viajes a la región. 

Pedro Pablo Guerrero 
Primero fue la búsqueda del mítico País de la Canela, situado al otro lado de la cordillera, un lugar de riquezas inimaginables que movilizó en 1541 la expedición de Gonzalo Pizarro desde Quito, secundada luego por Francisco de Orellana, el primer europeo que atravesó el río Amazonas desde los Andes hasta su desembocadura. El cronista del viaje, el dominico fray Gaspar de Carvajal describirá, no sin fantasía, indios blancos un palmo más altos que el más alto cristiano, vestidos de oro, metal que abundaba río abajo... siempre más abajo, en una tierra "muy alegre y vistosa y muy abundosa de todas comidas y frutas", pero también habitada por unas belicosas mujeres llamadas coniupuiaras .
No podían ser otras que las amazonas, deduce Gaspar de Carvajal. "Estas mujeres son muy blancas y altas, y tienen muy largo el cabello y entrenzado y revuelto a la cabeza, y son muy membrudas y andan desnudas en cueros tapadas sus vergüenzas, con sus arcos y flechas en las manos, haciendo tanta guerra como diez indios".
Según la mitología grecolatina y tradiciones más antiguas ( amazon sería una voz de origen iraní), las amazonas se cortaban un seno para disparar el arco con mayor facilidad. Sin embargo, esta creencia desaparece en América. El propio Walter Raleigh, que aún creía en ellas en pleno siglo XVII, descarta este cercenamiento y, basado en informes que recopiló en su expedición a Guyana, conjetura que durante todo el mes de abril "los reyes de las riberas se reúnen en asamblea con las reinas del Amazonas; después que las reinas han escogido, el resto echa suerte por sus valentones [novios]". Una variante moderna, propia del renacimiento isabelino, más hedonista respecto del modelo original: la imaginería europea del medioevo.
De esta forma, señala la investigadora Ana Pizarro en su libro "Amazonía. El río tiene voces", el curso fluvial primero llamado Marañón y luego río de Orellana, con el correr del tiempo terminó convertido en Amazonas. "Para estos hombres, que estaban meses solos, creo que esta denominación respondía más a sus fantasías. En realidad debió llamarse tal vez de otro modo, porque lo que ellos buscaban era el País de la Canela". Región luego conocida como El Dorado, quizás el mito más representativo de América hasta nuestros días. Buscado, entre muchos otros, por Lope de Aguirre, un hombre "pequeño de cuerpo y poca persona; mal agestado, la cara pequeña y chupada", pero aguerrido y resistente, quien, tras asesinar a Pedro de Urzúa, desafió en 1559 al poder real e incluso la potestad divina (mató al clérigo de la expedición), declarando su independencia de la monarquía española junto con su hija mestiza y un grupo de aventureros, famélicos y delirantes, como los retrataría el cineasta alemán Werner Herzog, junto al inolvidable Klaus Kinski, en "Aguirre, la ira de Dios".
Un siglo más tarde, en 1641, el jesuita Cristóbal de Acuña relata el viaje de Pedro Teixeira desde Quito a Gran Pará. Su tono evoca el Paraíso Terrenal: "No necesitan las provincias vecinas al Río de las Amazonas de los extraños bienes; el río es abundante de pesca, los montes de caza, los aires de aves, los árboles de frutas, los campos de mieses, la tierra de minas, y los naturales que habitan de grandes habilidades y agudos ingenios para todo lo que les importa".
La fascinación, tanto de signo paradisíaco como diabólico, que despiertan los descubrimientos entre los siglos XV y XVII conforma, en palabras de Ana Pizarro, "un discurso enmarcado en un imaginario que proviene, por una parte, de la Edad Media y del oscurantismo inquisitorial y, por otra, de contenidos míticos que el Renacimiento recuperaba de las fantasías de la antigüedad grecolatina".
Cierto predicador -recuerda la historiadora Laura de Melo e Souza- llamaba la atención sobre el hecho de que el demonio, luego de la completa cristianización de Europa, se instaló en América, específicamente en Brasil, cuyo nombre mismo alude a las llamas rojas del infierno, evocadas por el palo brasil, árbol que sustituyó a la primera denominación al país dada por Pedro Álvares Cabral: Tierra de Vera Cruz.
Seres fantásticos y barones del caucho
La literatura geográfica de carácter eminentemente fantástico siguió alimentando la imaginación occidental con el paso de los años, como lo prueban en sus textos Montaigne (especialmente su ensayo "Los caníbales"), Voltaire ("Cándido"), pero también las polémicas sobre el Nuevo Mundo que sostuvieron Sepúlveda y Las Casas, así como las crónicas, más realistas, de los navegantes portugueses, que después de descubrir medio mundo, desde África hasta Oriente, ya no estaban para tantas maravillas americanas.
El siglo XVIII, con su afán de conocimiento unido al interés comercial de las potencias europeas, trajo hasta la Amazonía a naturalistas destacados. La Académie de Sciences de París envía una expedición científica con astrónomos y botánicos, presidida por Charles-Marie de La Condamine, soldado y matemático de 34 años, miembro de la Academia desde los 29. El viaje será tan accidentado que retornará a Francia una década más tarde. Su relato, señala Mary Louise Pratt, nutre un género en boga: la literatura de sobrevivencia. La mirada del alemán Alexander von Humboldt, en tanto, desarrolla una "escritura nómade" (Otmar Ette), en constante movimiento, como su propia vida. "Mi objetivo es más juntar ideas que cosas", escribe en una carta. En su afán por aunar ciencia y estética, conformando un cosmos armónico, Ana Pizarro percibe una adelantada pulsión medioambientalista.
Lejos de ser un "vacío demográfico" y una "tierra sin historia", como la vieron otros cientistas viajeros de propósitos utilitarios -según el historiador Márcio Souza-, la Amazonía es un mundo tan abigarrado como su vegetación: acéfalos, hombres lobos, amazonas, cobras gigantes, misteriosos "encantados" y delfines que enamoran a doncellas. Criaturas benévolas, malignas e incomprensibles. Todo confluye y se mezcla en los afluentes del Amazonas. De lo edénico a lo terrenal, de lo divino a lo demoniaco, de lo idílico-fantástico a la muy real extracción de los recursos naturales: el caucho, la madera, el oro y el propio ser humano, convertido en un producto más, reducido a la esclavitud, arrinconado en selvas inhóspitas, despojado de sus escasas posesiones y reclutado, a inicios del siglo XX, en los seringales (cultivos de caucho) por empresarios inescrupulosos de todos los países con acceso a la cuenca amazónica.
Trabajadores de las empobrecidas regiones del nordeste brasileño, azotadas por hambrunas y sequías eternas, eran enganchados con promesas de un retorno próspero por los llamados aviadores (dueños de los seringales), pero una copla popular resume en lo que resultaban tales aventuras: Para ir é muito facil/ o diabo é para vir ( Para ir es muy fácil/ Lo endiablado es volver).
En la búsqueda del dinero fácil, algunos barones del caucho -entre los que se contaba el legendario Fitzcarrald, también retratado por Herzog- fueron responsables de masacres como las descritas por el abogado peruano Carlos A. Valcárcel en su libro "El proceso del Putumayo y sus secretos inauditos" (1915), texto que resume los crímenes y maltratos cometidos por la empresa del magnate peruano Julio César Arana. Escándalo que incluso obligó a tomar cartas al gobierno inglés de la época y a la Cámara de los Comunes, pues la sede de la compañía estaba en Londres.
La otra cara de la medalla fue la inconcebible prosperidad que alcanzaron ciudades tan remotas como Manaos, donde se construyó el fastuoso Teatro Amazonas, inaugurado en 1896, a imagen y semejanza de Francia, con mármoles importados y finas maderas locales (pero talladas en Europa), además de un sistema de ventilación que arrojaba bajo los asientos corrientes de aire fresco conducido por puertas y ventanas. La obsesión por neutralizar la humedad tropical llevaba a las familias más acaudaladas a mandar sus cargamentos de ropa a lavanderías de París. De la Ciudad Luz, en tanto, se importaban las cocottes que amenizaban los burdeles.
 
Roman Polanski teve que pagar uma caução de três milhões de €uros à justiça suissa  para ter direito a prisão domiciliária. Os nossos Baras ( de barões) do caso face oculta pagam uns míseros vinte cinco mil €uros para poderem cantar de galo ao lado dos seus anjinhos da guarda. Que Santa Bárbara nos livre de tanta junça.
Algumas Ilhas do Mar das Caraíbas são autenticas minas de Salomão…Os corruptos levam para os bancos desses paradisíacos lugares biliões de dólares. As Ilhas Caimão, com uma área igual à cidade de Cantanhede, acabam por ser mais ricas que Portugal. E é a Inglaterra que controla as finanças da pequena porção de terra salgada.
Património Esquecido
A Gândara tem na sua zona costeira um cestinho de lugares bucólicos. As paisagens das baixesas das Fervenças têm a fragrância de um horto, no frescor das suas leiras ribeirinhas, nos seus vinhedos entre pinhais e olivais e nas rústicas fontes que correm a par com os riachos pensativos.
Nesta quadra natalícia que se avizinha, venha, amigo leitor, visitar a Praia da Tocha: o seu panorama é duma sumptuosa e melancólica vastidão. Em dias claros, avista-se dali a Serra da Boa Viagem, o Cabo Mondego, o Palheirão e a Praia de Mira.
A Praia da Tocha conta com um restaurante gourmet O Panorama, tendo como chave um ambiente muito agradável onde a tradição a cozinha mediterrânica e gandareza.As empregadas de mesa prestam um serviço simpático. O estacionamento é amplo e gratuito. Os preços são aceitáveis.
Notas finais
Boas Festas e um Ano Novo com muita paz e alegria para todo o mundo.
Casa México
Envia cordiales saludos navideños para: México, Costa Rica, Paraguai, Chile y Portugal.
Para la Familia Agustín Bonilla, de México D. F.
Felices Fiestas, mucha paz e alegria. Luis de Jesús siempre recuerda vuesta sincera amistad.! Que viva México!
 
 
 
publicado por luiscatina às 23:27

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