Janeiro 02 2010

 

B
OLETÍM CULTURAL CATINA MUNDI
“ O primeiro boletim electrónico publicado na freguesia de Cadima”( Portugal )
Casa México-Aljuriça-Portugal


            


Para las niñas y  niños de Portugal, México, Costa Rica y Hispanoamérica es esta publicación mensual…
…”O amor, a amizade e a religião são as raízes mais fortes do ser humano”…(Diderot)
 
 
 
( ARTE, LITERATURA, FILOSOFIA, CIÊNCIA, HISTÓRIA )
                          
PUBLICAÇÃO MENSAL,em PORTUGUÊS e CASTELHANO,  QUE TEM COMO OBJECTIVO A PUBLICAÇÃO DE TRADUÇÕES DE TEXTOS DE AUTORES PORTUGUESES, Castelhanos E LATINO-AMERICANOS, RESENHAS DE PUBLICAÇÕES RECENTES E PASSADAS E NOTÍCIAS SOBRE EVENTOS CULTURAIS D’AQUÉM E D’ALÉM MAR. (GANDRASMEXICOCOSTARICA.BLOGS.SAPO.PT)
Presentación
Boletín de periocidad mensual aparece en septiembre de 2009  como fruto del amor por las letras luso-mexicanas. El objectivo esencial de Casa México es coadyuvar en la promoción y en la difusión de las literaturas clásica y contemporânea. Dicha publicación llegara a los cuatro rincones del mundo via air mail e Internet.
EDITORIAL
Crise e Esperança
O ano de 2009 foi um ano de crise, friesa, violência e medo. Estas palavras dominaram noticiários, revistas e jornais. Hoje estamos no primeiro dia de 2010-01-01, pensando em melhores dias, alimentados pela fé e pela esperança. Que as luzinhas coloridas de Natal sigam iluminando o caminho a percorrer e aquecendo objectivamente a nossa esperança. Havendo paciência a esperança viverá e não será uma vã ilusão neste ano que hoje começa frio, meio chuvoso, meio soleado.
As consequências da crise mundial afectaram algumas províncias lusas e seguirão, certamente, afectando este pobre Portugal, um jardim da U. E. onde se produz pouco e consome demasiado. Este Natal foi foi uma loucura consumista e uma pobreza na data que simboliza hipotéticamente o nascimento, a pessoa de Jesus Cristo. Nos países da América Central e alguns da América do Sul, o espírito de Natal tem outro cheiro: ainda é vivido e sentido pelos aldeões como há 2010 anos, com pouquíssimos presentes, muita religiosidade, muitos sorrisos e nada de farturas nem golosices. Mas é neste ambiente desencantador que há calor humano, que há amizade e ajuda mútua( comunitarismo ), e os abraços são verdadeiros e afectuosos.
                VAI-TE MUNDO PARA PIOR…( dizia minha saudosa Mãe)
Primeiro de Janeiro de 2010. Mais um ano a pesar no calendário gregoriano. O mundo deveria ter acabado no passado 2000. Não acabou. No calendário azteca antigo o mundo acabará em 2012. No México até pode acabar a qualquer momento: os narcotraficantes raptam crianças, sequestram menores, matam policias, políticos, banqueiros, empresários, prostitutas, turistas, jornalistas, taxistas , camponeses, indígenas; famílias mafiosas enfretam-se , diariamente,  com armas compradas na fronteira (lado americano) e mais sofisticadas que as do próprio exército e policia, com o fim único de controlar o diabólico negócio da farinha branca  mortífera.
Em Potugal temos o drama político- e também violento- que neste novo ano será importante em combater a corrupção política e reformar a justiça. A justiça - como dizia Montesquieu- tem que estar separada do poder executivo para ser justa. Se os políticos corruptos e oportunistas seguissem os passos de Manuel Fernandes Tomás(1771-1822), Portugal seria, hoje, um país rico e próspero. Fernandes Tomás deu a vida pela Pátria morrendo de fome, e dizia que ninguém deve ganhar com a política. Sendo assim…a consciência política está de rastos e o povo não é soberano nesta vergonhosa democracia transfigurada em kleptocracia. O número de corruptos é infinito e, obviamente, cresce cada dia. E quanto mais corrupção houver mais aumentará o número de pobres, de tontinhos, de gatunos, de analfabetos,  de drogados, de prostitutas, de mafiosos, de criminosos.
Portugal não pode ser o jardim da escória, da criminalidade e da corrupção no eixo da U.E.
Neste ano que apenas começa, o combate contra a corrupção e a impunidade deve, de alguma maneira, converter-se numa tarefa implacável sem reservas nem excepções. E há que começar já, porque a agenda é extensa e a bondade democrática pede limpeza.
No campo legislativo, os deputados terão que ler mais , deixar de dormir la siesta mexicana  no banco almofadado e falar menos ao telefone. A Assembleia da República tem sido um teatro de comédia escandalosa e perniciosa, como ocorreu no ido ano de 2009. Até houve uma senhora deputada que deixou no ar a presença de um palhaço permanente para alegrar a plateia!
No Parlamento de Lisboa, temos 230 deputados. Somente 30 ou 40  abrem a boca e mostram trabalho legislativo, os restantes estão lá à espera do tachinho… que é bem recheado e regado com vinhos seleccionados.
 Na Republica da Costa Rica, a Assembleia Legislativa tem apenas 57 deputados para 4 milhões de habitantes. A Assembleia tem refeitório para os deputados, onde lhes é servida comida criolha: feijões com arroz e refresco de frutas tropicais. Fazendo contas: um prato de comida de um deputado português dá para alimentar 10 deputados costarricenses.
Quando Portugal seja uma província mais da vizinha Espanha, nuestros hermanos domesticarão aos dominados lusitanos…Assim falou Max Weber.
Obra de Weber
A ética protestante e o espírito do capitalismo.
A obra de Weber, complexa e profunda, constitui um momento da compreensão dos fenômenos históricos e sociais e, ao mesmo tempo, da reflexão sobre o método das ciências histórico-sociais. Historiador, sociólogo, economista e político, Weber trata dos problemas metodológicos com a consciência das dificuldades que emergem do trabalho efetivo do historiador e do sociólogo, sobretudo com a competência do historiador, do sociólogo, e do economista. Crítico da "escola historicista" da economia (Roscher, Knies e Hildebrandt), Weber reivindica contra ela, a autonomia lógica e teórica da ciência, que não pode se submeter a entidades metafísicas como o "espírito do povo" que Savigny, nas pegadas de Hegel, concebia como criador do direito, dos sistemas econômicos, da linguagem e assim por diante. Para Weber, o "espírito do povo" é produto de inumeráveis variáveis culturais e não o fundamento real de todos os fenômenos culturais de um povo.
Por outro lado, o pensamento de Weber caracteriza-se pela crítica ao materialismo histórico, que dogmatiza e petrifica as relações entre as formas de produção e de trabalho (a chamada "estrutura") e as outras manifestações culturais da sociedade (a chamada "superestrutura"), quando na verdade se trata de uma relação que, a cada vez, deve ser esclarecida segundo a sua efetiva configuração. E, para Weber, isso significa que o cientista social deve estar pronto para o reconhecimento da influência que as formas culturais, como a religião, por exemplo, podem ter sobre a própria estrutura econômica.
 
QUATRO COELHOS DUMA CAJADADA
Nós, portugueses,damos muita atenção às conversas de café. Somos um povo que dorme muito, estuda pouco e quase nada lê, que frequenta tabernas,  bares, discotecas, casinos  e restaurantes todos os dias e nunca bibliotecas ou museus. Diz o erudito José Hermano Saraiva que Portugal só será um País culto e rico, com uma democracia próspera, quando hajam mais bibliotecas que tabernas. São poucos os portugueses que entenderam o dito e acontecido na Cimeira Ibero-americana de Lisboa e na Conferência de Copenhaga 2009 sobre Alterações Climáticas. No Chile há chilenos que sabem mais das vidas de Pedro Teixeira, Pedro Álvares Cabral , Fernão de Magalhães e João Rodrigues Cabrilho que nós por cá…
Ana Pizarro, professora na Universidade de Santiago, acaba de publicar um ensaio dedicado à área geográfico-cultural da Amazónia. Para escrever a volumosa obra de estudo, a investigadora chilena teve que passar alguns meses na selva entre indígenas e feras, e consultar arquivos da época das primeiras explorações científicas feitas nas Américas. Este trabalho de investigação surge como resultado de muitos anos de pesquisas no terreno.
Antes de Pedro Teixeira navegar pelo rio Amazonas ou rio Solimões, já outros exploradores haviam passado as passas do Algarve nas onduladas águas do rio Solimões. Tudo começa em 1541 com a expedição comandadad pelo espanhol Gonzalo Pizarro,irmão de Francisco Pizarro, conquistador do Perú; logo seguida por Francisco de Orellana , Vicente Yáñez Pinzon, Alexander Von Humboldt, Walter Raleigh.
O cronista que relata a viagem de Orellana é o frade dominico Gaspar de carvajal. Em 1641, quem grava no papel as aventuras de Pedro Teixeira é o padre jesuíta Cristóval de Acuña.
É bom lembrar que Pedro Teixeira não foi o conquistador da Amazónia. Foi, sim, um bandeirante, um desbravador da Amazónia, um explorador português. Resta saber se ele também lutou com as mulheres guerreiras  das margens do rio Solimões “as amazonas” como lutara, cem anos antes, Francisco de Orellana.
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 Os rios negro e amazonas unem-se em manaus mas não se enrolam    

 
 
 
 
 
 
 
A Expedição de Pedro Teixeira

O maior dos Bandeirantes portugueses faleceu a 6 de Junho de 1641, estando sepultado na Catedral de Belém do Pará.


 

Um dos maiores feitos da expansão portuguesa está presente no cinema pelo Documentário da Freeze Filmes, do produtor José Borge, que em parceria com o Governo do Estado do Pará, reproduz o roteiro da notável expedição de Pedro Teixeira, na Amazónia, no século XVII.

Pedro Teixeira, natural de Cantanhede, distrito de Coimbra, aportou no Brasil em 1607, tendo participado da expulsão dos franceses em São Luís, em 1615.Após, integrou a jornada de Francisco Caldeira Castelo Branco que a 12 de Janeiro de 1616, fundou a cidade de Belém do Gram-Pará.

Por via terrestre acompanhado de soldados portugueses e alguns índios chegou ao Maranhão para dar ciência ao governador, do êxito da viagem. Estava definido o limite entre o Pará e o Maranhão. Regressou por via marítima com trinta arcabuzeiros e muitos índios Tupinambá, portanto mantimentos e artigos para ofertar aos colonos e aos silvícolas.

De 1616 a1636, Pedro Teixeira, comandou inúmeras batalhas navais para expulsar os estrangeiros instalados na bacia amazónica.

Ao fazer uma viagem de reconhecimento da Região, deparou-se com um grande rio de água azul a que baptizou de Tapajós em homenagem aos nativos habitantes das suas margens, estabelecendo com os mesmos excelentes relações de amizade.

O governador do Maranhão Raimundo Jácome de Noronha, após ouvir em São Luis, os franciscanos espanhóis André de Toledo e Domingos Brieda, pensou na conquista do Alto Amazonas e no alargamento da soberania portuguesa à região amazónica. Incontinente, nomeou Pedro Teixeira para a viagem que estenderia os domínios de Portugal até ao Peru.

Teixeira, organizou a sua expedição com um contingente de 2000 pessoas incluindo 1.200 índios saindo de Cametá em Outubro de 1637. Nesta sua viagem Teixeira deixaria ao Brasil a extensa região da Amazónia.

No Alto Amazonas, fundou a Vila de Santa Luzia e mais adiante ao avistar umas ilhas grandes chamou-as de Ilhas das Areias.

Em Janeiro de 1638 descobre o Rio Negro, onde mais tarde se ergueria a cidade de Manaus.

Prosseguindo, chega à foz do Payamino afluente do Napo e finalmente em Novembro aporta em Quito no Peru onde é recebido festivamente por ser o primeiro europeu a subir o rio Amazonas em toda a sua extensão.

No mês de Agosto de 1639, Pedro Teixeira inicia o regresso. Toma posse para a Coroa Portuguesa da margem esquerda do rio Aguarico, colocando um padrão demarcatório; funda a povoação de Franciscana e descobre um grande afluente do Amazonas que chamou de Rio Madeira.

O jesuíta Cristobal d’Acuña e mais quatro mercenários integrantes da sua jornada fundaram a Ordem das Mercês no Para e no Maranhão.

Após 21 meses de viagem Pedro Teixeira , chega a Belém do Para dia 12 de Dezembro de 1639, sendo recebido pelas autoridades e aclamado pelo povo. Estava consumada a ligação entre Quito e Belém do Gram-Pará nos dois sentidos e na Amazónia em todos os sentidos.

O maior dos Bandeirantes portugueses faleceu a 6 de Junho de 1941, estando sepultado na Catedral de Belém do Pará.

A produtora promete que o Documentário “Curiau Catu - A Grande Expedição de Pedro Teixeira” brevemente será lançado em Portugal, visto já haver estreado em Belém do Pará no mês de Junho último, integrando as comemorações do Dia das Comunidades Portuguesas.
 ( Artigo publicado no Jornal de Alenquer no ano de 2004)
Rio Solimões no ponto de "encontro das águas" com o Rio Negro
 
Ana Pizarro
"Devemos lutar pela memória"
ela segunda vez, a UFMG organizou o colóquio internacional A invenção do arquivo literário, que discutiu, em novembro, a importância dos acervos literários na reconstituição da memória de uma cultura. Uma das principais expoentes do colóquio foi a pesquisadora chilena Ana Pizarro, professora da Universidade de Santiago, que abriu o evento abordando o tema América Latina como arquivo literário.

Em sua passagem pela UFMG, Ana Pizarro recebeu a reportagem do BOLETIM para esta entrevista em que analisa o papel do status quo na canonização de autores _ "o poder instala sua própria narrativa" _ e detalha sua pesquisa sobre a identidade cultural da Amazônia no espaço fragmentado da América Latina.
Os arquivos literários são capazes de reunir a memória coletiva, mas também servem aos estudos sobre a criação artística. Até que ponto podem contribuir para a reconstituição histórica?
Os arquivos existem para conduzir a uma interpretação, porque eles são objetos e não falam por si mesmo. O problema é que a interpretação e, até mesmo a difusão, estão relacionadas ao poder, porque há critérios muito conservadores para estabelecer a significação de um texto. É importante também que esse texto esteja à disposição de outros pesquisadores. A crítica tradicional, a mais conservadora, pretendia construir monumentos a partir de documentos, fazer desses monumentos um objeto estático, instalado para a posteridade. Mas os documentos são importantes porque permitem que os novos críticos os revisem para verificar se são mesmo monumentos, se aquilo que canonizou determinado autor é definitivamente um clássico. Estabelecer cânones, ou seja os escritores consagrados, envolve questões de poderio político e econômico ou impostas por um grupo social. Durante as ditaduras latino-americanas, nem todos os autores puderam vir a público. Ou estavam fora do país, ou foram exilados. O poder instala sua própria narrativa.
O advento do computador alterou também os processos da escrita, que não mais produzem arquivos residuais, os rascunhos, já que este pode ser constantemente renovado sem deixar rastros. Que futuro está reservado aos arquivos literários?
A partir do computador, o arquivo passa a ser mais precário. Mas, além disso, a revolução das comunicações faz com que o arquivo se prenda à imagem. Existe agora uma profusão de imagens e não há como controlá-las. E isso é um problema para os arquivos. O que vale a pena guardar para a posteridade?
Em artigo publicado na imprensa brasileira, o psicanalista inglês Adam Phillips condenou o que chama de "obsessão" pela memória na sociedade contemporânea. A senhora concorda com esse diagnóstico?
Creio que há uma forma de pensamento que pertence ao centro e outra que pertence à periferia. Um crítico inglês evidentemente pensa o que interessa à Inglaterra e ao Primeiro Mundo, mas necessitamos construir a memória nesta parte do Terceiro Mundo, onde tudo é precário por uma série de razões _ da política ao clima. Para nós, o esforço arquivístico é uma questão de formação de identidades. Devemos lutar por uma memória. Na América Latina, a memória é um problema muito grave, porque se perde a cada momento. Como já disse, há razões políticas. Na maioria das ditaduras da América do Sul, por exemplo, livros foram destruídos e queimados. O controle da memória é um fenômeno muito complicado em regimes totalitários, que tratam o conhecimento como algo muito perigoso.
Nos últimos anos, a senhora tem desenvolvido o projeto Desenho cultural da área amazônica. De que maneira a região amazônica se articula com a cultura latino-americana?
Esse é um projeto que trata dos discursos que construíram a Amazônia. São discursos diferentes. Há o discurso da conquista, o dos estudos científicos, o de mobilização dos seringueiros, nos anos 60. Tenho a sensação de que na Amazônia estão todos os elementos da cultura latino-americana, só que levados aos extremos. E eles são muito contraditórios. Os mecanismos de construção cultural são extremamente complexos, em um mundo que envolve muita gente diferente e onde coexistem várias culturas. Para se ter uma idéia, há cerca de 700 grupos indígenas, há seringueiros e europeus _ portugueses, espanhóis, franceses, holandeses... Temos também os grandes contrastes; as diferenças entre a pobreza local e a riqueza do capital internacional são brutais. As Nações Unidas denunciaram a existência de 14 mil pessoas vivendo como escravas. A região registra uma série de discursos que manifestam lutas locais: a dos índios contra as hidrelétricas, as reivindicações dos remanescentes de quilombos e outros embates que são muito importantes e que podem se relacionar a outros processos culturais da América Latina.
 
 
Os índios chamavam-lhe o Homem Branco Bom
Publicado por Leonel Vicente em Geral
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No sábado festeja-se o fim da expedição de Pedro Teixeira, o explorador português que subiu o rio Amazonas no século XVII. Mas “Curiua-Catu”, o Homem Branco Bom e Amigo, é homenageado já hoje no Senado brasileiro. Para que ninguém esqueça o que fez por Portugal e pelo Brasil
Pedro Teixeira: sabe quem é? Provavelmente não. Mas na Ajuda, em Lisboa, há uma estrada com o seu nome. Em Cantanhede, onde nasceu, há uma estátua. No Brasil, onde morreu a 6 de Junho de 1641, o seu rosto foi estampado nas notas de cinco cruzeiros; e quando o Papa João Paulo II, em 1980, fez uma viagem entre Belém do Pará e Manaus viajou num navio de guerra que tinha o seu nome.
Os índios brasileiros chamavam-lhe “Curiua-Catu”, o Homem Branco Bom e Amigo, e quase no final da sua vida foi nomeado capitão-mor do Grão Pará. Fez-se acompanhar por índios numa expedição que partiu de Gurupá, a 28 de Outubro de 1637, com duas mil pessoas. Subiram os rios Amazonas e Negro e chegaram à cidade de Quito, actual capital do Equador, voltando a Belém do Pará 26 meses depois da partida (a 12 de Dezembro de 1639). O rio Amazonas passava, assim, a pertencer na sua totalidade a Portugal (que permanecia sob o domínio da Coroa espanhola). Um feito extraordinário para a época.
“Pedro Teixeira é um herói esquecido que precisa de ser recuperado”, diz ao P2 por telefone Aloizio Mercadante, o senador brasileiro que está a lançar um movimento para “resgatar a memória, reconhecer e valorizar a imensa contribuição” que este português de Cantanhede, no distrito de Coimbra, teve na História do Brasil. A sessão de homenagem que se realiza hoje, às 10h00, no Senado Federal, em Brasília, para comemorar os 370 anos da expedição de Pedro Teixeira, o “desbravador” português, partiu de uma proposta sua. Para o senador, a contribuição daquele a quem chamam o conquistador da Amazónia no processo de constituição e afirmação da soberania territorial foi decisiva e deve ser celebrada por portugueses e brasileiros.
“A Pedro Teixeira se deve quase metade do nosso território actual. Mais de 62 por cento da Amazónia está em território brasileiro por causa dele”, explica, lembrando que a região, além de património da humanidade, tem a maior concentração de água doce do planeta e é a mais importante floresta tropical.
Agora que o Brasil “deixou de ser um problema na agenda internacional e passou a ser parte da solução”, é possível que o país olhe para a sua história com “orgulho e auto-estima”. E à medida que isso acontecer, acrescenta Mercadante, o Brasil terá obrigatoriamente de reconhecer a imensa contribuição de Portugal.
“No momento em que o mundo está discutindo o efeito de estufa, em que há uma grande preocupação com o aquecimento global, sinto que esse chamamento da Amazónia é muito importante para o debate”, diz o popular Mercadante, líder da bancada do PT e vice-presidente do Parlamento do Mercosul, que é ainda cronista do jornal O Globo e tem mais de 30 mil seguidores no Twitter.
O pedido do governador
Pedro Teixeira era um militar que participou na fundação da cidade de Belém, a capital do estado do Pará, e que depois se destacou em várias missões militares, combatendo holandeses, ingleses e franceses. Quando dois padres e quatro soldados espanhóis chegaram perdidos a Belém, com a novidade de que o rio Amazonas era navegável, o governador do estado do Grão-Pará e Maranhão pediu a Pedro Teixeira para organizar a expedição até Quito (na época parte do vice-reinado do Peru).
No regresso, com testemunhas espanholas, Teixeira vai registando a posse das terras para o reino de Portugal. “Como naquela época Portugal estava subordinado à Coroa espanhola, o livro que relata essa epopeia, em 1641 [Novo Descobrimento do Grande Rio Amazonas e a Viagem de Pedro Teixeira Águas Arribas, de Frei Cristobal d"Acuña] acaba sendo queimado e isso não foi valorizado nem pela historiografia portuguesa nem brasileira”, explica o senador, que quer chamar a atenção para este “vulto histórico” que parece estar condenado ao esquecimento.
O seu nome não consta do Livro dos Heróis da Pátria (ou Livro de Aço) que está no Panteão da Liberdade e da Democracia Tancredo Neves, em Brasília, e nem sequer figura na lista de candidatos. Mercadante preparou um projecto de lei para que o nome de Pedro Teixeira seja inscrito neste Livro de Aço. Propõe também que a história da expedição do navegador português passe a fazer parte dos currículos escolares no Brasil.
A expedição de Pedro Teixeira era composta por 70 canoas (45 de grandes dimensões, com vinte remadores cada). Acompanhavam o explorador 70 soldados portugueses e 1200 índios, muitos deles “flecheiros” (arqueiros), que levaram as suas mulheres e filhos.
Teixeira (cuja data de nascimento se situa entre 1570 e 1585) era de ascendência nobre e foi para o Brasil em 1607, conta a autora do livro A Expedição de Pedro Teixeira – A Sua Importância para Portugal e o Futuro da Amazónia (ed. Ésquilo). Esta brasileira, Anete Costa Ferreira, é investigadora de ciências sociais e história luso-amazónica e estará hoje na sessão de homenagem em Brasília.
O navegador falava o tupi – língua com origem no povo tupinambá – e essa era uma das razões pelas quais era tão acarinhado pelos índios. “Sempre fez amizade com os índios, o que lhe valeu de muito”, explica ao telefone a partir do Brasil esta especialista, que hoje vive em Portugal.
Os índios que embarcaram com o português nesta expedição iam em busca da Terra sem Mal, a morada dos antepassados, segundo os índios tupi e guarani, um território onde as pessoas não envelheciam. “A tribo Tupinambá acreditava nisso e à medida que a expedição decorria foi ficando decepcionada. Os índios achavam que iam chegar à Terra sem Mal e, como a viagem não era aquilo que pensavam, começaram a enfraquecer”, diz Anete Costa Ferreira.
A descrição desta expedição chega até nós através de um documento que está na Biblioteca da Ajuda (Relazion del General Pedro Teixeira de el rio de las Amazonas para el Senhor Príncipe, 1639). “É o diário de bordo que Pedro Teixeira fez durante a viagem. Esse é o grande documento que o celebrizou, é um levantamento geral da fauna, da flora, do minério, dos costumes… Entra tudo o que ele foi vendo no seu trajecto”, explica a investigadora. Incluindo os canibais.
Nessa grande expedição, Pedro Teixeira fixou uma série de territórios até então desconhecidos, como as ilhas das Areias ou Santa Luzia. Na viagem de regresso a Belém do Pará descobre o rio Negro (onde mais tarde se ergueu a cidade de Manaus) e o rio Madeira, um grande afluente do Amazonas.
Um dos feitos mais importantes da expedição é a fundação do povoado de Franciscana, oficializada a 16 de Agosto de 1639. Obedecendo às ordem do governador, Pedro Teixeira toma posse desse território, mas diz que o faz para a Coroa portuguesa (e não para a espanhola). Com a nova povoação, o navegador quis homenagear todos os missionários franciscanos.
Sem amazonas
No documento que se encontra na Biblioteca da Ajuda, Teixeira conta ainda que, tanto na ida como na volta da expedição do rio Amazonas, não viu as amazonas descritas durante a viagem de Francisco de Orellana, explorador espanhol que antes navegara parte do Amazonas. As ditas amazonas foram descritas por Carvajal, frade que acompanhou Orellana, como “mulheres sem peito, guerreiras, e que não aceitavam o homem no seu habitat”, conta Anete Costa Ferreira.
Apesar de nunca se ter cruzado com elas, Teixeira relata que lhe chegaram muitas notícias das amazonas. Diz mesmo que estariam “a seis jornadas” do sítio em que se encontravam e que teriam 300 aldeias ou mais, com “quinhentos ou oitocentos casais” cada: “Aqui acabam-se as flechas furadas perigosas e, ainda que as haja por todo o rio, não matam como as do Sul”, escreve.
A documentação sobre este conquistador do Brasil é esparsa. “Em Portugal pouca coisa há”, diz Anete Costa Ferreira, lembrando que o historiador Jaime Cortesão (também de Cantanhede) apresentou no IV Congresso de História Nacional no Brasil, em 1949, O significado da expedição de Pedro Teixeira à luz de novos documentos. Em 2002 foi realizado o documentário Curiua-Catu: A Grande Expedição de Pedro Teixeira 1637-1639, realizado por Carlos Barreto.
Para contrariar a dispersão de documentos e mesmo a falta de informação ainda mais detalhada, Anete Ferreira vai começar dentro de dias uma investigação no Museu Naval e no Arquivo Público de Belém do Pará, e em São Luís do Maranhão. Passará também pela Catedral de Belém, onde está sepultado.
Para ajudar a resgatar a memória do explorador, a Portugal Telecom associa-se à homenagem de hoje no Senado, lançando o Prémio Pedro Teixeira para estudantes portugueses e brasileiros, dos 12 aos 18 anos. Os três melhores trabalhos sobre a vida e o impacto dos feitos de Teixeira na história de Portugal e do Brasil irão ter como prémio uma viagem cultural ao Brasil (se forem portugueses) ou a Portugal (se forem brasileiros). Será ainda lançado um site em português e inglês dedicado a perpetuar a memória do explorador português “Curiua-Catu”.
 
                         
Germán Arciniegas  y su peculiar visión de América y lo americano
Por Consuelo Triviño Anzola *
(Madrid. España)
 
El ensayista colombiano Germán Arciniegas (1900-1999) es una figura clave del pensamiento latinoamericanista que atraviesa todo el siglo XX y que dará mucho qué hablar por sus posturas frente al Descubrimiento y a los hechos de la conquista. Muchas de sus opiniones despertaron ampollas porque resultaban tremendamente incómodas. Lo primero que reivindicó fue el Descubrimiento como un acontecimiento europeo y no exclusivamente hispánico. Lo segundo, la importancia de lo que América le ofreció al mundo, tanto como de lo que los europeos entregaron a los pueblos indígenas. Lo tercero y tal vez lo más complicado es su propia visión de la conquista y del mestizaje, ya que para muchos indigenistas, el suyo es un punto de vista criollo que desconoce el impacto ocasionado por la irrupción de los europeos, la destrucción de las culturas indígenas y la instauración de un sistema de privilegios y exclusiones nefastos para el Nuevo Mundo.
Polémicas aparte conviene rescatar esta visión de la conquista que desdramatiza un hecho ya muy alejado en el tiempo y que sin embargo es bandera de lucha a la hora de reivindicar o atacar posturas ideológicas del presente. He de aclarar que Arciniegas no pretende ofrecer un punto de vista "científico" que a sus ojos puede ser estrecho o demasiado esquemático. Si bien todas las ciencias humanas aspiran a la generalidad, a fijar valores cognitivos, a establecer modelos y a formular leyes, no es menos cierto que los criterios de validez universal, por lo general se han fijado desde una posición eurocentrista, desconociendo las particularidades de otros pueblos y culturas considerados inferiores a los ojos de los europeos. Antítesis tan engañosas como lo individual y lo humano, lo nacional y lo universal han afectado de forma decisiva la concepción de lo americano (latinoamericano) y de sus gentes. Una larga lista de ensayistas ha cuestionado esta circunstancia que reduce lo americano a los factores telúricos, y a sus "naturales", es decir al indígena, a la condición de "buen salvaje" o de "bárbaro", según se le mire desde una óptica paternalista o terrorífica.
Arciniegas quiere dar una vuelta de tuerca a las interpretaciones eurocentristas, defendiendo el hecho de que América es "otra cosa". América es para él un experimento, un ensayo. En el texto titulado, precisamente: "América es otra cosa" nos dice: De todos los personajes que han entrado a la escena en el teatro de las ideas universales, ninguno tan inesperado ni tan extraño como América. Prisionero del asombro, no deja de "ensayar" una manera de mostrar a los lectores las diferentes formas de lo americano. Así nos presenta una materia rica en referencias visuales, en imágenes, en metáforas, en paradojas, de modo que ya no sabemos si lo que sale de ese laboratorio es poesía o sociología.
Para desmontar los argumentos eurocentristas recurre a la técnica del espejo, señalando las paradojas de la historia, defendiendo las virtudes del mestizaje, sin dejar de señalar sus defectos, practicando un pluralismo de hondas raíces filosóficas y defendiendo la voluntad de ser de los hispanoamericanos. Esta manera de ver lo americano como origen, como originalidad, se resume en una extensa obra que alcanza hasta los cincuenta títulos que giran en torno a un único tema: América.
Sin embargo, cierta crítica ha sido implacable con él al señalar en su obra datos históricos inexactos y de segunda mano Pero, en cambio, se ha celebrado su estilo personal, su elegancia y persuasión. Críticos menos tolerantes reprueban sus "excursiones al campo de la fantasía", su "escepticismo" y su "veneno". Lo cierto es que Arciniegas ha sido tan molesto como una piedra en un zapato para eruditos, historiadores e investigadores que lo consideran apenas un periodista ágil. Pero este colombiano que presenta diversas caras: historiador, periodista, fabulador y humanista, teje su prosa con una alta dosis de filosofía, con un sentido profundamente humano de la historia y una delicada sensibilidad hacia las multitudes anónimas cuyo papel no se registra en la Historia oficial. Como apasionado observador, ha indagado en la Europa renacentista los orígenes de Hispanoamérica, ha sopesado la capacidad de riesgo de figuras como la de Colón y la audacia de hombres como Vespucci. En El estudiante de la mesa redonda no los juzga por sus defectos o virtudes: Qué importa que los Colones ahorquen unos cuantos indios, ni que los compañeros de Bernal Diaz del Castillo reciban una rociada de flechas donde quiera que sientan las plantas, ni que la crónica de Cabeza de Vaca esté llena de horrendos naufragios; que Colón regrese a España con el mordisco de los grillos infamantes clavado en los tobillos, ni que los Vespuces chupen como sanguijuelas en la ubre del Estado, ni que otros destrozen las indiadas en La Española o en La Florida: ya empieza a surgir el mapa de América (El estudiante de la mesa redonda). Lo importante es la construcción de un mapa americano en el imaginario al que le imprime color (como en El continente de los siete colores). No en vano, señala la coincidencia del Nacimiento de Venus con el nacimiento del Caribe. Color, poesía, arte, sensualidad y naturaleza embriagadora, tiñen su paisaje americano.
Germán Arciniegas ( 1900-1998 ) foi um dos grandes pensadores da Colômbia no mundo contemporâneo. Foi Presidente da Academia Colombiana da História; catedrático, político, diplomata, escritor,  jornalista. Joaquim de Carvalho Montezuma ,escritor, articulista, cronista, homem de Leis, natural de Coimbra,  conheceu este erudito das Américas.
 
Procesos de formación de fronteras en alto Amazonas/Solimões:  la historia de las relaciones interétnicas de los Ticuna
                La actual región de fronteras entre Brasil, Colombia y Perú se consolidó históricamente sobre el territorio de varios pueblos indígenas, entre ellos los Ticuna, quienes desde hace por lo menos dos mil años vienen ocupando la zona del alto río Amazonas/Solimões. Desde tiempos precoloniales esta región ha sido escenario de disputas territoriales entre diferentes grupos indígenas amazónicos que se asentaron y/o desplazaron constantemente, aprovechando las posibilidades de navegación del río Amazonas como eje principal de un sistema fluvial que facilitó el establecimiento de contactos interétnicos entre grupos indígenas de diferentes regiones de la Amazonia e incluso del piedemonte de la cordillera de los Andes.
                Las investigaciones arqueológicas realizadas por Bolian (1975) en la región del Trapecio Amazónico (Perú y Colombia), reportan varias etapas en la ocupación de esta región, cada una de ellas asociada a un estilo cerámico diferente y cuya datación cubre un período entre los años 100 y 1200 d.C. Bolian señala que el estilo cerámico correspondiente a una datación de 925 + o - 90 d.C, es parecido a la cerámica de los Ticuna contemporáneos, lo que lo induce a plantear que la población que desarrolló este estilo sería "proto-Ticuna" (Goulard 1998:69). Posteriormente, según el mismo Bolian, grupos de habla Tupi, antecesores de los Cocama y Omagua, ocuparon el Trapecio Amazónico. Esto se evidencia por la presencia de la "tradición policroma" asociada con estos grupos, la cual cubre una área que va desde la región del río Napo y el Ucayali hasta la desembocadura del Amazonas (Bolian 1975: 13-14). Estos grupos de habla Tupi habrían llegado a la región del Alto Amazonas hacia los años 1000 d.C. (siglo XI), según las dataciones de radiocarbono (Ibid.261).
                Los Omagua, descendientes de estos grupos de habla Tupí, ocupaban la región del Alto Amazonas al momento de los primeros contactos con españoles y portugueses, a mediados del siglo XVI. Los Omagua ocupaban las regiones bajas e islas del Amazonas, en tanto que los Ticuna, Yagua, Mayoruna y Culina se asentaban en tierra firme (Ibid.14). Con base en los resultados de las investigaciones arqueológicas de Bolian (1975), Goulard (1994: 316-7) plantea que los antepasados de los Ticuna posiblemente fueron poblaciones ribereñas, quienes debido a constantes enfrentamientos con otros grupos indígenas, se vieron en la necesidad de refugiarse en la región interfluvial o tierra firme.
                El impacto de la colonización europea sobre los pueblos indígenas de la Alta Amazonia, especialmente de las correrías portuguesas en busca de esclavos y de las enfermedades que devastaron gran parte de la población indígena, fueron las causas que obligaron a los pueblos que vivían a lo largo del río Amazonas, entre ellos los Omagua, a dispersarse. Los que consiguieron sobrevivir a esta situación fueron obligados a acogerse bajo la protección de los Jesuitas a inicios del siglo XVIII. Después de la dispersión de los Omagua y de que el peligro de las correrías portuguesas había disminuido, grupos como los Ticuna, Mayoruna y Culina fueron ocupando -o reocupando- esta región (Bolian 1975:18-19). De esta manera, comienza a conformarse lo que en términos de Porro (1996: 38) se denomina "sustrato neo-indígena", caracterizado por su inserción en la sociedad colonial y por los procesos de "aculturación" que este fenómeno produjo.
 
“Livros”
Manuela de Azevedo, impulsionadora da Casa-Memória de Camões em Constância, publicará dois novos livros este ano.
A historiadora e linguista, Ana Pizarro, acaba de publicar um ensaio dedicado à História Mítica da Amazónia. A obra “Los origenes Míticos del Imaginário Amazónico” narra as peripécias de Pedro Alvares Cabral e Pedro Teixeira. foi lançado no Chile, em Novembro de 2009, pela Editora Fondo de Cultura Económica
 
“As palavras que não são seguidas de factos não servem para nada” ( Demóstenes )
 
“Sei que pareço um ladrão,
Mas há muitos que eu conheço,
Que não parecendo aquilo que são,
São aquilo que eu pareço”.
                                  (António Aleixo)
 
Mondego vai devagar,
Não apresses o teu fim…
Leva contigo a saudade
Que trago dentro de mim!
Mondego que vais morrer,
Nas profundezas do mar…
Leva também os meus olhos,
P`ra ningém os ver chorar!
      ( Vilela Passos, Penedo da Saudade(1964)
   
 O vinho alegra a alma
Há bom vinho em casa do manel do Escoural,
E  também  no histórico lugar de jambujal.
E há o vinho da Póvoa da Lomba,
E o de Anadia que é d’arromba !
                               L.J.
 
 Casa México pide a los gobernantes de
los países iberoamericanos que  piensen com el corazón y crien condiciones para que todos los niños y niñas de la calle sean rescatados, y reciban educacíón para que sean hombres  buenos, cultos  y utiles a la sociedad.  Señores gobernantes sigan los ideales del pensador e poeta cubano, José Martí  (1853-1895) el apóstol de las Américas, de Nuestra América.
Casa México   deja honrosa gratitud  de la labor llevada a cabo por el Presidente de la Republica de Costa Rica y de la Fundación Oscar Arias, Don Oscar Arias( Prémio Nobel de la Paz), en favor de los niños y niñas de la calle. En este momento Costa Rica es el País de Iberoamérica con menos niños y niñas en las calles.      !Parabienes, Don Oscar Arias!
 
Casa México  espera que el año de 2010 sea para todos los mexicanos y latino-americanos un año lleno de bendeciones, colmado de  mucha paz y prosperidad.
 
 
 
 Casa México deseja continuação de bom ano 2010 a todo o mundo e aos usuários do seu blog cultural” Catina Mundi” gandrasmexicocostarica.blogs.sapo.pt
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publicado por luiscatina às 17:43

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