Abril 01 2010

B

OLETÍM CULTURAL

 CATINA MUNDI 

 

 Casa México-Aljuriça--Portugal

( O primeiro Boletim electrónico publicado na Freguesia de Cadima )

             

…Para las niñas y  niños de Portugal, México, Costa Rica y Hispanoamérica es esta publicación mensual…

“ Porque o mundo me empurrou/ Caí na lama, e então/ Tomei-lhe a cor, mas não sou/ A lama que muitos são.”         (A.Aleixo)

 

“Procurando o bem para os nossos semelhantes encontramos o nosso”

                               ( Platão )        

 

Sei que pareço um ladrão,

Mas há muitos que eu conheço,

Que não parecendo aquilo que são,

São aquilo que eu pareço.

  1. Aleixo

 

                          

PUBLICAÇÃO  MENSAL, em  PORTUGUÊS e CASTELHANO,  QUE TEM  COMO  OBJECTIVO A PUBLICAÇÃO DE TRADUÇÕES DE TEXTOS DE AUTORES  PORTUGUESES, CASTELHANOS E LATINO-AMERICANOS, RESENHAS DE PUBLICAÇÕES RECENTES  E PASSADAS E NOTÍCIAS SOBRE EVENTOS CULTURAIS D’AQUÉM E D’ALÉM MAR.  (GANDRASMEXICOCOSTARICA.BLOGS.SAPO.PT)

 

Presentación

Boletín de periocidad mensual  aparece en septiembre de 2009  como fruto del amor por las letras luso-mexicanas. El objectivo esencial de Casa  México  es coadyuvar  en la promoción y en la difusión de las literaturas clásica y contemporânea.  Dicha publicación llegara a los cuatro rincones del mundo via air mail e Internet.

 

“ 2010: ANO DA BIODIVERSIDADE”. Este Blog é dedicado ao botânico Investigador conimbrecense Prof. Dr. Jorge Paiva, que é senhor duma grande obra científica, feita à base de esforço, estudo e disciplina. E sem deixar de acreditar que o seu trabalho será universalmente reconhecido.

Este homem é o botânico mais importante deste nosso pequeno jardim.  São humanistas como este que me dão orgulho e alegria de ser português!

 

EDITORIAL

 

2010:  ANO   DA BIODIVERSIDADE

 

As Nacões Unidas (U.N.) declararam o ano de 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade, visando chamar, de alguma maneira, a atenção para a perda contínua da biodiversidade da nossa gaiola verde.

Para os biólogos geneticistas , a Biodiversidade é a diversidade de genes e organismos. Eles estudam processos como mutação , troca de genes  e a dinâmica do genoma. Para os botânicos , a Biodiversidade não é só apenas a diversidade de populações de organismos e espécies, mas também a forma como estes organismos funcionam.

Temos, todos, o deber natural de proteger a biodiversidade, devido ao seu valor intrínseco: a Natureza nos dá gratuitamente muitíssimas coisas no campo lúdico-cultural para além dos elementos necessários ao nosso bem-estar: água, ar, comida, etc.

A agricultura convencional e o efeito de estufa destroem silenciosamente certos habitats e organismos, perturbam os ciclos de reprodução.

O Dia Intenacional da Biodiversidade comemora-se a 22 de Maio. A Costa Rica ( a Suissa da América Central )tem os parques mais bem cuidados da América Latina, por isso vão decorrer ao longo de todo o ano de 2010  colóquios, palestras e visitas científicas com investigadores botânicos de todo o mundo.  De Coimbra partirá  para a Costa Rica, no próximo mês de Agosto, o reconhecido investigador botânico  conimbrecense Prof. Dr. Jorge Paiva.

Finalmente, o papel da Biodiversidade é ser  um espelho das nossas relações com outras espécies de seres vivos, uma visão ética dos direitos, deveres, e educação.

 

Botânico Jorge Paiva rejeita produção de biocombustíveis

     

 

 

"A produção de biocombustíveis deve ser abandonada", declarou à agência Lusa Jorge Paiva, botânico, ambientalista e catedrático aposentado da Universidade de Coimbra.
O botânico, que rejeita a produção de combustíveis a partir dos cereais, por ameaçar a alimentação humana no mundo, considera que as multinacionais apostam na produção de cereais com fins energéticos, porque querem "ganhar mais dinheiro".

Para Jorge Paiva os biocombustíveis "não são alternativa ao petróleo" e "não vão resolver o problema do aquecimento global, uma vez que libertam na mesma dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera". O biólogo considera por outro lado que a opção pelos biocombustíveis "é brutalmente prejudicial" para a subsistência da Humanidade, ao concorrer com o uso de cereais na alimentação.

Jorge Paiva critica "a sociedade economicista e as grandes companhias mundiais, a quem interessa em especial o lucro" e afirma que as multinacionais "descobriram que é mais barato, talvez, produzir combustíveis a partir de plantas. E, como isso dá lucro, subiram os preços dos alimentos".

Na opinião do botânico "deve ser abandonada a produção de biocombustíveis", baseada na transformação de cereais, sendo necessário que os estados tomem medidas para reduzir os gastos de energia. Jorge Paiva entende, no entanto, que deve ser incentivada a produção de energia através do reaproveitamento de resíduos orgânicos urbanos, agrícolas e florestais.

 

Primavera - Florbela Espanca

É Primavera agora, meu Amor!
O campo despe a veste de estamenha;
Não há árvore nenhuma que não tenha
O coração aberto, todo em flor!

.
Ah! Deixa-te vogar, calmo, ao sabor

Da vida... não há bem que nos não venha
Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha!
Não há bem que não possa ser melhor!

. 

Também despi meu triste burel pardo,
E agora cheiro a rosmaninho e a nardo
E ando agora tonta, à tua espera...

.
Pus rosas cor-de-rosa em meus cabelos...
Parecem um rosal! Vem desprendê-los!
Meu Amor, meu Amor, é Primavera!...

 

Transgênicos, produção de alimentos e combate à fome

 

"A atual produção mundial de alimentos é superior à capacidade de consumo dos seres humanos. Assim, podemos constatar que a fome não resulta de uma baixa produtividade ou de pouca produção de alimentos no mundo"

“A atual produção mundial de alimentos é superior à capacidade de consumo dos seres humanos. Assim, podemos constatar que a fome não resulta de uma baixa produtividade ou de pouca produção de alimentos no mundo”, constata Antônio Inácio Andrioli, professor do Mestrado em Educação nas Ciências da UNIJUÍ - RS e da Universidade Johannes Kepler de Linz (Áustria). Doutor em Ciências Econômicas e Sociais pela Universidade de Osnabrück (Alemanha), em artigo publicado na revista Espaço Acadêmico e reproduzida pela Agência Envolverde/Mercado Ético, 02-03-2009. Para ele, no entanto, “a questão é a seguinte: como os 860 milhões de seres humanos que passam fome podem ter acesso aos alimentos? Alternativas técnicas, como a transgenia, poderiam contribuir para combater a fome?”

Eis o artigo.

A atual produção mundial de alimentos é superior à capacidade de consumo dos seres humanos. Assim, podemos constatar que a fome não resulta de uma baixa produtividade ou de pouca produção de alimentos no mundo. A questão, entretanto, é a seguinte: como os 860 milhões de seres humanos que passam fome podem ter acesso aos alimentos? Alternativas técnicas, como a transgenia, poderiam contribuir para combater a fome?

As questões políticas fundamentais que se colocam no debate sobre a produção de alimentos giram em torno do que, porque, como, por quem e para quem algo é produzido. Nos últimos anos, se vislumbrou, de forma crescente, a possibilidade de lucrar com a produção de alimentos. Uma das formas é disponibilizar alimentos baratos sob tais condições que a produção local em outros países seja destruída e se gere uma dependência na importação. Por exemplo, o Brasil exporta frangos para a Europa, os europeus consomem as partes mais nobres e as que não desejam consumir são exportadas gratuitamente para a África, com o suposto propósito de combate à fome. Assim, o frango exportado para os países africanos destrói a produção local, pois estes não têm condições de competir com as doações de alimentos. Essa é uma forma de dependência acompanhada de um “espírito de solidariedade” e assistencialismo, pois os europeus argumentam que, assim, estariam ajudando os países pobres.

Mas, quais alimentos são produzidos? No caso do Brasil, é evidente que o país produz demasiadamente soja, que, em sua maior parte, se destina à alimentação de bovinos, suínos e aves dos europeus, estadunidenses e chineses. E, atualmente, também passa a contribuir para abastecer veículos na forma de agrodiesel. A monocultura da soja destrói o meio ambiente e a produção local de alimentos para servir de combustível para os países ricos.

O Brasil produz excessivamente soja, café, algodão, cacau, laranja, enfim, as monoculturas destinadas à exportação, produtos que, em sua maioria, não são consumidos pelos brasileiros. Por outro lado, o país produz pouco arroz, feijão e mandioca, produtos que constituem a base alimentar dos brasileiros e passaram a ser importados com dinheiro das assim chamadas divisas do superávit da balança comercial, resultante das exportações agrícolas. Essa é uma das formas de desigualdade que contribui para a concentração de renda nos países ricos e pobres e para o aumento da fome. Por exemplo, o Brasil é o maior produtor de café em grão do mundo. A Alemanha, país mais rico da Europa, é o maior exportador de café refinado do mundo sem produzir um único grão do produto. Isso não ocorre somente com o café. Trata-se de uma política de geração de dependência, que há mais de 500 anos vigora no Brasil. Por isso, a fome e a produção de alimentos constituem uma questão política e não técnica. Trata-se da soberania alimentar de uma população. Além disso, determinadas tecnologias, como a transgenia, proporcionam a algumas empresas o poder de se apropriarem de recursos naturais, que deveriam estar à disposição de todos, para o aumento de seus lucros. Essas mesmas empresas são beneficiadas com a fome (a assim chamada crise alimentar), que é muito mais resultado de uma especulação com alimentos do que da sua falta de disponibilidade ou do aumento do consumo em algumas regiões do mundo. Os chineses, por exemplo, estão consumindo mais alimentos importados exatamente em função do forçado processo de industrialização e urbanização em curso naquele país, diminuindo a produção de alimentos, aumentando o êxodo rural e, por consequência, o número de pessoas que deixam de produzir para consumo próprio.

Além dos fatores anteriormente citados, é principalmente a concentração no sistema alimentar mundial que tem contribuído para o aumento da fome. No Brasil, isso não significa apenas afirmar que determinadas empresas monopolizam diretamente a produção de alimentos, pois elas estão controlando o uso da terra. A terra continua concentrada como propriedade de empresas que passam a produzir soja, etanol, agrodiesel e celulose. É esse o futuro projetado para a agricultura brasileira pelo “agronegócio” e, com isso, se produz mais fome, pois estão sendo excluídos do acesso à alimentação aqueles que poderiam produzir para alimentarem a si mesmos e que estariam em condições de produzir um excedente para abastecer o mercado local e regional. Esse tipo de agricultura está sendo destruído, o qual é responsável pela alimentação da maior parte das pessoas no planeta: a agricultura familiar.

A agricultura familiar não recebe apoio público na forma como deveria receber, considerando sua importância para a soberania alimentar das nações. O debate sobre os subsídios agrícolas também é fundamental no que se refere à alimentação. Na Europa, por exemplo, é subsidiada a agricultura que não precisa do subsídio (os grandes produtores rurais e corporações agrícolas), em função da pressão política das suas organizações. O governo apoia, prioritariamente, quem expande sua capacidade produtiva, o que gera um problema de superprodução. Em seguida, para compensar os baixos preços decorrentes do excesso produzido, os governos subsidiam a exportação desses produtos, que entram no mercado internacional, destruindo a produção em outros países e gerando uma nova dependência.

Com referência aos transgênicos, que foram anunciados com a promessa de contribuir para o aumento da produção de alimentos, é evidente que empresas como a Monsanto, a Syngenta, a Bayer e a Basf não estão interessadas em combater a fome. Seu objetivo é aumentar o poder de controle sobre a produção de alimentos desde a gênese do alimento: a semente. Nunca na história da humanidade se obteve um domínio tão grande sobre a produção de alimentos, porque nunca era possível determinar a partir de uma técnica a apropriação dos resultados econômicos dessa tecnologia. Atualmente isso é possível. A transgenia e algumas outras biotecnologias que ainda estão por vir permitem que algumas empresas possam controlar onde e qual planta será cultivada, que tipo de insumos se vai utilizar (os insumos que essas empresas tem a oferecer) e para quem essa comida será produzida.

Há diversos problemas éticos envolvidos nesse debate. Existem pesquisadores (intelectuais liberais) que não conseguem entender porque as pessoas pobres não querem consumir o que os ricos rejeitam: os alimentos transgênicos, com altos riscos à saúde, enormes conseqüências ao meio ambiente e problemas sociais, que se tornaram conhecidos nos últimos dez anos, em que apenas duas formas de transgenia foram liberadas para cultivo. Trata-se de uma planta resistente a um herbicida e uma planta resistente a determinados insetos. Após 5 anos de cultivo essa tecnologia passa a perder a sua validade e precisam ser acrescentadas novas características para que ela possa continuar sendo eficiente, representando um alto custo econômico, ecológico e social.

Está comprovado que a transgenia é uma tecnologia que não deu certo, com a constatação de resistência de inços ao glifosato, no caso da planta resistente a herbicida, e a resistência dos insetos contra a toxina produzida pela bactéria bacilus turinguiensis, introduzida nas plantas Bt. Mas, apesar disso, existe um lobby enorme sobre parlamentos e governos, uma forte pressão da mídia e um aparato de propaganda para forçar a sociedade a consumir o que ela não está disposta a consumir e os agricultores estão sendo forçados a produzir de uma só forma. Se o agricultor não consegue mais produzir de outra forma, o consumidor não terá mais a possibilidade de escolher o tipo de alimento. Portanto, de uma só vez, estão sendo restringidos dois direitos históricos dos seres humanos: a) a liberdade dos agricultores de definirem sua forma de produzir; b) a liberdade dos consumidores em sua opção de consumirem alimentos melhores, mais saudáveis e que não contenham toxinas ou resíduos de agrotóxicos.

Com os transgênicos estão sendo produzidos alimentos de pior qualidade, com menor produtividade e com mais custos econômicos, ecológicos e sociais. Por detrás dessa temática está o debate sobre o tipo de agricultura que um país pretende priorizar, o acesso aos recursos naturais, a Reforma Agrária, enfim, a possibilidade de um povo se alimentar de uma forma mais saudável e de viver com mais qualidade. A silenciosa contaminação de solos e alimentos[1], através dos cultivos transgênicos, integra uma estratégia de dominação associada a uma perspectiva de aumento dos preços dos alimentos. Assim, é possível controlar populações inteiras que ficam subordinadas aos interesses de algumas corporações multinacionais, fazendo da produção de alimentos uma forma de enriquecimento privado e um poder político sem precedentes na história da humanidade.

.

 

Venha connosco à Costa Rica!

Ciência Hoje comemora o Ano Internacional
da Biodiversidade


É certamente um dos países do Mundo onde a biodiversidade é maior: a Costa Rica, que Milton Nascimento cantou em «Coração Civil», enaltecendo a não existência de exército (pode ler esta notícia ouvindo o tema no segundo vídeo aqui colocado). Para celebrar o Ano Internacional da Biodoversidade, Ciência Hoje organiza uma viagem precisamente à Costa Rica, dando seguimento ao turismo científico lançado em 2009 com a deslocação às Ihas Galápagos com a participação de 40 pessoas.
                                                                               

                                                                                              

Viagem à Costa Rica - Ano Internacional da Biodiversidade

De 23 de Julho a 2 de Agosto. Inscrições até 21 de Maio.

Ciência Hoje, em parceria com a Geotur/Star, organiza uma viagem de turismo científico à Costa Rica. A visita inclui os parques nacionais de Tortuguero e Arenal, reserva natural de Monteverde e vulcão e cataratas de San Jose. Esta viagem tem a opção de ser prolongada por 5 dias na Praia "El Conchal".


Botânica

A noção de rizoma foi adotada da estrutura de algumas plantas cujos brotos podem ramificar-se em qualquer ponto, assim como engrossar e transformar-se em um bulbo ou tubérculo; o rizoma da botânica, que tanto pode funcionar como raíz, talo ou ramo, independente de sua localização na figura da planta, serve para exemplificar um sistema epistemológico onde não há raízes - ou seja, proposições ou afirmações mais fundamentais do que outras - que ramifiquem-se segundo dicotomias estritas. Deleuze e Guattari sustentam o que, na tradição anglo-saxã da filosofia da ciência, costumou-se chamar de antifundacionalismo (ou antifundamentalismo, ou, ainda, antifundacionismo): a estrutura do conhecimento não deriva, por meios lógicos, de um conjunto de princípios primeiros, mas sim elabora-se simultaneamente a partir de todos os pontos sob a influência de diferentes observações e conceitualizações. Isto não implica que uma estrutura rizomática seja necessariamente flexível ou instável, porém exije que qualquer modelo de ordem possa ser modificado: existem, no rizoma, linhas de solidez e organização fixadas por grupos ou conjuntos de conceitos afins. Tais conjuntos definem territórios relativamente estáveis dentro do rizoma.Tomates: História e Nutrição

           

Tomates: História e Nutrição

Os povos Incas cultivavam o tomate, cujas formas selvagens são originárias dos vales montanhosos dos Andes, bem antes que os conquistadores acabassem totalmente com sua civilização e o sistema agrícola que ela tinha desenvolvido.

A agricultura do império Inca foi, segundo certos pesquisadores, uma das agriculturas mais prodigiosas do mundo: ela produzia mais de 70 espécies alimentícias importantes, numa extensão de 4000 km e nos vales cuja altitude variava do nível do mar a 4000 metros de altura. Os celeiros do estado abundavam de alimentos e constituíam, em média, reservas para sete anos. A agricultura Inca nos deixou preciosas dádivas.

O tomate, a batata, as pimentas, os feijões e as abóboras já adquiriram suas cartas de nobreza nutricional, mas faltam numerosos tesouros a serem descobertos: os amarantos a grãos, a quinoa, o físalis, a pêra melão e os maracujás são só alguns.

O tomate depois de longos périplos semeados de estratagemas lingüísticos e preconceitos (seu nome latim Lycopersicon significa a pesca do lobo) se tornou um dos símbolos mais ilustre dos jardins familiares cultivados com amor e paixão. Os primeiros tomates do verão, transbordando de cores, de sabor e de calor são atendidos com impaciência por todos os jardineiros, grandes e pequenos.

Na origem, foram, sobretudo os povos de Meso-América que trabalharam para a melhora desse fruto e seu nome atual é testemunho: ele é derivado de “Tomatl” “Jitomate”, termo da linguagem Nahuatl do povo Asteca. Hoje em dia, a diversidade das variedades de tomates é simplesmente extraordinária!

Os tomates adaptaram todas as cores do arco-íris: eles podem ser, na maturidade, brancos, amarelos, laranjas, rosas, vermelhos, violetas, estriados e mesmo verdes. A abundância de suas formas é também muito generosa: em forma de cereja, em forma de pêra, ovais, alongados como pimentas, lobados, bem redondos, achatados, em forma de coração de boi, em forma de pimentão, etc...

Seu peso pode também variar consideravelmente: de 10 gramas até quase dois quilos. Os nomes das variedades são muito evocativos de sabor, de estética, de história, de geografia: Douce de Picardie (Doce da Picardia), Dix doigts de Naples (Dez dedos de Nápoles), Cartoloccio, Coeur de boeuf (Coração de boi), Rose de Berne (Rosa de Berna), Golden Delight (Delícia Dourada).

Terre de Semences e em seguida a Association Kokopelli trabalham, há mais de 10 anos, para a valorização da biodiversidade alimentícia e os tomates constituem um de nossos domínios de pesquisa favoritos.

Nós só trabalhamos com variedades tradicionais, ou às vezes modernas, que se reproduzem conforme o tipo: o jardineiro pode assim perpetuá-los ao fio dos anos se ele o deseja. Nós só podemos desejar que a agro-indústria nos poupe para sempre do pesadelo dos tomates quadrados, dos tomates transgênicos ao techtron-40, dos tomates que podemos jogar do décimo andar sem danos e que vão até quicar!

Entretanto é o aspecto nutricional que nos apaixona mais, quanto às potencialidades a desenvolver, e nós procuramos aplicar o preceito de Hipócrates, precursor da medicina moderna, segundo o qual o alimento é o primeiro remédio. Durante nossas viagens, nossas leituras, nossas compilações frenéticas de catálogos, de index seminum e de repertórios, nós descobrimos variedades de tomates cujos nomes nos evocam maravilhosamente os tesouros de boa saúde que eles podem encobrir.

O tomate “Double Rich” contém duas vezes mais vitamina C do que a maior parte dos outros tomates; ele contém, de fato, tanto quanto uma laranja. Os tomates “Caro” e “Caro Rich”, de cor laranja, têm um alto teor de vitamina A.

Enquanto os tomates em geral não são muito abundantes em beta-carotenos, a variedade “Caro-Rich” contém 10 ou 12 vezes mais. Os beta-carotenos são importantes no plano nutricional porque o corpo pode transformá-los em vitamina A.

Deve-se notar que testes realizados nos EUA em tomates de cores diferentes, põem em evidência o seguinte fato: quando as pessoas testadas não têm os olhos vendados, são os tomates vermelhos que lhes parecem mais saborosos, mas quando elas têm os olhos vendados, são os tomates laranjas que elas privilegiam.

Diferentes pesquisas européias e americanas salientaram que a ingestão regular de tomates oferecia um terreno muito mais favorável ao desenvolvimento de câncer dos pulmões, da próstata e do estômago.

Esses estudos devem ser validados e reproduzidos. Os tomates vermelhos têm um forte teor de licopeno, que é um outro carotenóide.
De um outro ponto de vista nutricional, os tomates se revelam um alimento importante na medida em que contêm, em função das variedades, de 15 a 17 dos 20 aminoácidos essenciais à elaboração das proteínas.

Pesquisadores americanos trabalham a uma quinzena de anos sobre o teor de aminoácidos livres dos tomates. A variedade de tomate “Burbank” é assim chamada em homenagem ao seu obtentor Luther Burbank, um dos maiores gênios de melhora de plantas, que vivia na Califórnia no início do século e que criou centenas de variedades, dentre elas a nectarina.

Testes cromatográficos de laboratórios, feitos em 55 variedades de tomates, permitiram descobrir que esse tomate “Burbank” contém um dos mais altos teores de aminoácidos livres. O “Burbank” contém ainda, muita lisina e treonina, dois aminoácidos essenciais que não podem ser elaborados pelo organismo. A lisina, pouco presente nos cereais clássicos, favorece a formação de anticorpos.

O tomate cereja “Peacevine”, além de possuir um alto teor de vitamina C, contém muito desse aminoácido chamado GABA, o ácido gama-aminobutírico. Esse aminoácido possui qualidades sedativas.

Outras variedades de tomates têm um alto teor em arginina, outro aminoácido que favorece a imunidade, a fertilidade, a cicatrização e a secreção de hormônios de crescimento. Em compensação esse aminoácido é desaconselhável em caso de herpes.

Todos esses conceitos podem parecer um pouco complexos, mas eles podem nos ajudar a tomar consciência que a saúde e a nutrição estão intimamente ligadas.

Uma pequena história, os descendentes Incas utilizam ainda o tomate por suas virtudes medicinais: a polpa amassada com manteiga se usa contra as hemorróidas; fatias finas se aplicam sobre os olhos em caso de inflamação; o suco se utiliza como desinfetante em compressas em casos de picadas de insetos venenosos, marimbondos, vespas, aranhas.

Os mesmos testes que nós evocamos antes puseram em evidência que a taxa de aminoácidos varia totalmente em função das variedades. O tomate que chamamos “Groseille”, de fato uma espécie diferente, Lycopersicon pimpinellifolium, contém de 5 a 10 vezes mais metionina, um aminoácido essencial por sua função antioxidante e que é presente também nos cereais clássicos (Entretanto ele é muito abundante, assim como a lisina, nos feijões, na quinoa e nos amarantos a grãos).

 

RAÍZES, TUBÉRCULOS E RIZOMAS

1. DEFINIÇÃO

Raízes, tubérculos e rizomas são as partes subterrâneas desenvolvidas de determinadas plantas, utilizadas como alimento. Ex: tubérculo (batatinha), rizoma (araruta), raiz (cenoura).

2. DESIGNAÇÃO

O produto é designado, simplesmente, por seus nomes comuns, EX: "mandioca", "batata inglesa", "nabo", "cenoura", etc.

3. CLASSIFICAÇÃO

As raízes, tubérculos e rizomas, de acordo com as suas características, são classificadas em:
a) Extra - Quando constituída por raízes, tubérculos e rizomas de elevada qualidade e sem defeitos, suficientemente desenvolvidos, com aspecto, aroma e sabor típicos da variedade e uniformidade no tamanho e cor. Não são permitidas rachaduras, perfurações e cortes.
b) De primeira - Quando constituída por espécimens vegetais genuínos de boa qualidade, compactos e firmes. As raízes, tubérculos e rizomas devem apresentar suficiente evolução de tamanho, cor e sabor típicos da espécie. São tolerados ligeiros defeitos, desde que não alterem a sua conformação e aparência.
c) De segunda - Quando constituída por espécimens vegetais de boa qualidade, compactos e firmes, mas que não foram classificados nas classes anteriores. São tolerados ligeiros defeitos na conformação, tamanho e cor, pequenos danos, de origem física ou mecânica, desde que não afetem seriamente as suas características.
d) De terceira - Quando constituída por raízes, tubérculos e rizomas que não foram classificados nas classes anteriores, desde que conservem as suas características. Não é exigida uniformidade no tamanho, cor e aspecto. As raízes, tubérculos e rizomas desta classe podem ser de tamanho pequeno. A polpa deve estar intacta. São toleradas manchas e defeitos na casca. As raízes, tubérculos e rizomas desta classe serão utilizados para industrialização.

 

 Argumentos en favor del Naturismo

 

Algunas observaciones sobre la naturaleza del pudor:


15- Los chicos no nacen con vergüenza respecto de la desnudez. Ellos aprenden a avergonzarse de su propia desnudez.

16- La vergüenza, con respecto a la desnudez, es relativa a la situación individual y costumbres, no absoluta.

Por ejemplo, una mujer árabe, encontrada en estado de desnudez, cubrirá su rostro, no su cuerpo; ella descubre sus pechos sin avergonzarse, pero piensa que mostrar la parte trasera de su cabeza es todavía más indecente que la exposición de su rostro. James Laver hace notar que "una campesina árabe, encontrada en los campos sin su velo, pondrá su falda sobre su cabeza, exponiendo de este modo, lo que para la mente occidental, es una mucho más avergonzante parte de la anatomía". En la naciente Palestina, las mujeres fueron obligadas a mantener sus cabezas cubiertas. Para una mujer, ser sorprendida fuera de su casa con su cabeza descubierta era razón suficiente para el divorcio. En la China pre-revolucionaria era vergonzoso para una mujer mostrar sus pies, y en Japón, la parte trasera del cuello. En la Francia del siglo 18, mientras cavados escotes eran comunes, era impropio exponer la punta del hombro. Herr Surén, en sus escritos de 1924, hizo notar que las mujeres turcas velaban sus rostros, las chinas ocultaban sus pies, las árabes cubrían sus nucas, y las filipinas consideraban indecente solo el ombligo.

 

 

 

COMEMORAÇÕES

1910-2010: Centenário da República Portugueza.

1910-2010: Centenário da Revolução Mexicana.

1810-2010: Bicentenário do inicio do movimento de luta pela independência do México. As mulheres mexicanas tiveram um papel importante na independência e na revolução.

  • Academia Mexicana de la Historia

“ Quantos anos precisarei para digerir o México? Quantas vidas devia viver para compreendê-lo? Mas um consolo me resta e basta. Não preciso nem de mais um minuto para amá-lo!”

  Eurico Veríssimo (escritor Brasileiro)

                                                                                                                                                      

 

  • Contactos  Casa de México en Portugal:
  •  

    E-mail: luiscatina@sapo.pt

    Fax: 00501 231 429 114

    Correo: Casa México, 240

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    publicado por luiscatina às 17:57

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