Fevereiro 05 2011

 

BOLETÍM CULTURAL

CATINA MUNDI

 

 

Boletim de letras, ideias, diálogos e crítica

Casa México- Aljuriça-- Cantanhede  (Portugal)

Casa de Mexico, casa de la cultura, donde los libros son la verdadera Universidad.

(O primeiro Boletim electrónico publicado na Freguesia de Cadima para o Mundo)

 

 

 

…Para las niñas y  niños de Portugal, México, Costa Rica,  Hispanoamérica e America Portugueza es esta publicación mensual…

 

* Porque o mundo me empurrou/ Caí na lama, e então/ Tomei-lhe a cor, mas não sou/ A lama que muitos são.

( António Aleixo)

 

“ Há tantos burros mandando/ Em  homens de inteligência/ Que as vezes fico pensando/ Que a burrice e uma ciência “    ( Antonio Aleixo )

Arre burro, arre burro, arre burro…………….  ( B. Costa )

 

“ Ao refugiar-me nos livros aprendi a fugir do mal sem o experimentar”

 

Camilo C. Branco

*“Procurando o bem para os nossos semelhantes encontramos o nosso”

 

Platão

 

"A leitura para mim sempre foi uma fonte de prazer, e gostaria que isso fosse uma coisa generalizada."

 

"Um país se faz com homens e com

livros"

Monteiro Lobato

 

 

PUBLICAÇÃO  MENSAL, em  PORTUGUÊS e CASTELHANO,  QUE TEM  COMO  OBJECTIVO A PUBLICAÇÃO DE TRADUÇÕES DE TEXTOS DE AUTORES  PORTUGUESES, CASTELHANOS E LATINO-AMERICANOS, RESENHAS DE PUBLICAÇÕES RECENTES  E PASSADAS E NOTÍCIAS SOBRE EVENTOS CULTURAIS D’AQUÉM E D’ALÉM MAR.

www.gandrasmexicocostarica.blog.sapo.pt

 

Presentación

 

Boletín de periocidad mensual  aparece en septiembre de 2009  como fruto del amor por las letras luso-mexicanas. El objectivo esencial de Casa  México  es coadyuvar  en la promoción y en la difusión de las literaturas clásica y contemporânea.  Dicha publicación llega a los cuatro rincones del mundo  por InterNet.

 

 

 

 

Catina  Mundi recorda Matilde Rosa Araújo, a escritora que revestiu as páginas dos seus livros com perfume de rosas silvestres para as crianças dos quatro cantos do mundo.(1921-2010 )

 

Nunca e tarde para prestar homenagem  a quatro ilustres  e talentosas figuras do nosso Pais  que deixaram marcas no Mexico.  São elas: Joao RodriguesCabrilho ou Juan Rodriguez  Cabrillo, Beatriz Costa, Fidelino de Souza Figueiredo e Joaquim de Carvalho Montezuma.

 

 

Casa México convida-o, leitor a visitar Cadima ( antiga Catina romana) através das fotos que colocámos nesta página e que  constituem o reconhecimento da importância da actual  Cadima e da sua história.

O caminho dos moleiros—percurso pedestre com inicio em  Aljuriça  porlongando-se por atalhos de natureza silvestre até  às Fervenças.

 

 

Editorial

Deus nos guarde  de voltármos  aos tempos dos nossos avós

 

Nos tempos idos, os nossos avós e nossos pais viveram vidas  infelizes, decoradas de penúrias e medos. Trabalhavam de sol a sol nas quintas dos bispos, dos grandes senhores; nas fazendas da beira Tejo e dos Alentejos  por um prato de sopa e uma malga de papas de milho.

Camilo Castelo Branco, Alves Redol e José Saramago, entre outros escritores, narram nalgumas  obras como eram as actividades agrícolas em princípios do século XX.

Tenho bem vivo na minha memória o passado destes tempos aflitivos, escravizantes, pois ainda provei  as sobras das árduas tarefas agrícolas. A minha infância não foi nenhum mar de rosas: de tudo passei .

Nessa época ostracizante, o analfabetismo era muito elevado—e ainda hoje o é—percebendo-se  perfeitamente a pobreza material e espiritual da população rural—e urbana--. Na região da Gândara, quase toda gente era analfabeta. Recordo que  havia três escolas primárias  na freguesia de Cadima, e somente  um liceu em Cantanhede.

O número de pobres que vagueavam pelas aldeias  e feiras quinzenais e mensais de Cantanhede, Arazede, Tocha, Guímera e Portomar era numeroso, recebiam tostões, boroa cheia de bolor e sobras de comida. Nas feiras não faltavam  ceguinhos badalando literatura de cordel , guiados por um moço. Como a maioria dos mendigos não tinha família, eira nem beira, dormitavam em cabanas, palhotas e casitas abandonadas. Dos pobrezinhos que conheci, vindos de várias terras gandarezas , recordo o  Chico Maricato” o  filósofo andante” que tinha como companhia um cão rafeiro. Oriundo do lugar de Gesteira, ainda que não soubesse ler nem escrever, sabia conversar  com tino e leveza. O Chico Maricato deixou este mundo cruel a finais dos anos 90. Morreu na Praia da Tocha, junto ao mar. O seu fiel amigo permaneceu  junto do cadáver.

Miguel de Unamuno, escritor castelhano, grande amigo de Teixeira de Pascoaes e de Guerra Junqueiro, gravou no seu livro” Por Terras de Portugal e de Espanha” o vaguear solitário e dramático dos mendigos pelas vilas e aldeias minhotas.

 

Olavo Bilac : Os Pobres

Aí vêm pelos caminhos,

Descalços, de pés no chão,

Os pobres que andam sozinhos,

Implorando compaixão.

 

Vivem sem cama e sem teto,

Na fome e na solidão:

Pedem um pouco de afeto,

Pedem um pouco de pão.

 

São tímidos? São covardes?

Têm pejo? Têm confusão?

Parai quando os encontrardes,

E dai-lhes a vossa mão!

 

Guiai-lhe os tristes passos!

Dai-lhes, sem hesitação,

O apoio do vossos braços,

Metade de vosso pão!

 

Não receieis que, algum dia,

Vos assalte a ingratidão:

O prêmio está na alegria

Que tereis no coração.

 

Protegei os desgraçados,

Órfãos de toda a afeição:

E sereis abençoados

Por um pedaço de pão . .

 

 

 

Literatura de Cordel é, como qualquer outra forma artística, uma manifestação cultural. Por meio da escrita são transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo — pelo próprio povo.

 

O nome de Cordel teve origem em Portugal, onde os livretos, antigamente, eram expostos em barbantes, como roupas no varal.

 

Em Portugal, o folheto era conhecido por "Literatura  de Cego", devido a uma lei promulgada por Dom João VI que limitava a sua venda à Irmandade do Menino Jesus dos Homens Cegos de Lisboa.

 

O folheto em Portugal era escrito em forma de prosa. Ao chegar ao Brasil, passou a ser escrito em sextilhas de versos de sete sílabas. O primeiro brasileiro a publicar um romance de Cordel foi, provavelmente, Sílvio Pirauá (1848/1913), famoso cantador de viola paraibano )

 

 

A vida no campo nos anos 60

Cerca de 90% da população vivia e trabalhava no campo, ocupando-se da agricultura. Os camponeses viviam em casa rudimentares e dividiam-se em dois grandes grupos: os que eram livres e os dependentes. Estes últimos eram designados de servos. Segundo a lei, os camponeses medievais, juntamente com os campos, os animais e até as roupas, pertenciam ao senhor feudal. Nas terras pertencentes ao senhor cultivavam cereais como a cevada, o centeio ou o trigo. No sistema de afolhamento trienal, apenas dois campos eram semeados com cereais, enquanto o terceiro era deixado em pousio, para recuperar o seu vigor.

Como ainda não havia máquinas agrícolas, todo o trabalho de lavoura era feito à mão, com a ajuda de foices, forquilhas, podadeiras e carroças para o transporte. A agricultura medieval exigia assim muita mão-de-obra para todos os trabalhos a executar: lavrar, ceifar, malhar, vindimar, tosquiar. Os camponeses criavam ovelhas, vacas e porcos, a partir dos quais produziam lã e obtinham leite e carne e trabalhavam igualmente na vindima.

Nas pequenas habitações construídas em torna do castelo, as condições de vida não eram as melhores. Num pequeno compartimento, coabitavam o camponês, a sua família, os animais e os utensílios. De sol a sol, os trabalhadores executavam as árduas tarefas agrícolas e faziam a recolha de provisões. Nos celeiros, eram armazenadas as colheitas, a lenha, os ovos e a farinha. Os camponeses deviam entregar à Igreja um dízimo, ou seja, um décimo daquilo que produziam. Muitos tinham ainda de fornecer alimentos ao senhor feudal. Tratava-se de uma espécie de renda em que o pagamento era em géneros e não em dinheiro.

 

Grandes Portugueses

Bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano

 

Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, nascido em Lisboa a 28 de Março de 1810, liberal, seguidor do Romantismo e agricultor de paixão, foi homem do saber, das artes, da escrita, da história, do jornalismo, da poesia e da política. Figura ímpar do século XIX, invejado por uns e admirado por muitos outros, conseguiu uma vida plena de actividades, defendendo os seus ideais com convicção e rejeitando o Absolutismo através da luta armada, o que conduziu ao seu exílio em França, onde escreveu os seus melhores poemas. Mesmo assim, afrontou o clero, com o rigor da história, sobre a batalha de Ourique, defendendo sempre, com verdade científica, os seus escritos. Pela sua obra foi nomeado sócio efectivo da Academia das Ciências.

 

Apesar de ter sido considerado, por muitos, como o maior historiador português do século XIX e de ser conhecedor dos idiomas inglês, italiano, alemão, francês e latim e de saber lógica, retórica e matemática, como homem simples que era, recusou honrarias e condecorações, retirando-se para a sua quinta de Vale de Lobos, na Azoia de Santarém, ao sentir o apelo da terra. Aí se dedicou à agricultura e assumiu uma vida simples, contrária ao reboliço dos grandes centros, como ele próprio escreveu “ancorado no porto tranquilo e feliz do silêncio e da tranquilidade”, abdicando das lutas inglórias às quais se entregou, sempre, com fulgor.

 

Grandes Portugueses

Bicentenário de Almeida Garret

Maria Fernanda de Abreu

Universidade Nova de Lisboa

Biblioteca Nacional

 

Nasceu há 200 anos um dos maiores vultos da literatura portuguesa: Almeida Garrett. A Biblioteca Nacional associa-se às comemorações dedicando un número da sua Revista à leitura da sua obra e à reflexão sobre aspectos determinantes para um repensar da actividade do escritor.

Um roteiro bio-bibliográfico dá os marcos cronológicos que nos permitem seguir o trajecto da sua vida pública tanto nas suas manifestações literárias como nas de cidadão que participou de forma empenhada e comprometida no desenrolar histórico e político da pátria.

O artigo "Garrett no Romantismo europeu" abre aquela reflexão problematizando a inserção da obra de Garrett nas correntes literárias do seu tempo – aquelas de que é indiscutivelmente herdeiro e, em vários aspectos, continuador; o próprio romantismo de que é considerado o introdutor na nossa literatura; o realismo, a cuja irrupção programática já não assistiu mas com o qual a sua escrita apresenta afinidades não despiciendas e o modernismo com o qual se articula o seu comportamento estético-literário.

Segue-se um conjunto de ensaios que, partindo todos eles da análise de textos concretos, e contemplando os três grandes géneros literários clássicos em que a escrita de Garrett se diversificou – a poesia, o teatro e a narrativa – sem descurar a arte do "prefácio", também ele um modo específico da voz garrettiana, procuram relê-lo a partir de enfoques que mostrem não só a já conhecida pluralidade temática e discursiva do seu fazer literário mas também modos e sentidos que a outras recepções foi dado construir.

Assim, a leitura dos seus "prefácios", centrada naqueles que apareceram sob nome de outrem mas que se sabe terem sido escritos pelo próprio e onde, entre outros comportamentos, faz o seu elogio rasgado, permitiu sistematizar e interrogar as razões daquele fingimento.

A poesia de Garrett é objecto de dois ensaios: o primeiro, fazendo uma aproximação à leitura do amor , articula alguns dos elementos conceptuais com que nele se escreve o amor, destacando a modernidade dos seus procedimentos; o segundo, centrando-se numa das mais fulgurantes metáforas em que o poeta repetidamente se fixou nessa escrita – a metáfora da rosa - imagina um ensaio dramático que, fazendo dialogar a escrita de Garrett com a de outros escritores, na nossa e noutras literaturas, em tempos diferentes, busca por este caminho, que é também comparatístico, uma compreensão daquela metáfora como forma de escrever o amor.

O Frei Luís de Sousa é aqui objecto de uma leitura dramaturgica que, sem desprezar as leituras temáticas e simbólicas já anteriormente feitas, que o analisam sobretudo como texto literário, procura agora revelar as estratégias presentes no texto para a sua projecção em cena, centrando-se no que a sua história crítica tem subestimado: o desejo de representação inscrito no próprio texto.

Também a apresentação de Dona Branca procura reparar a pouca atenção que a crítica garrettiana tem dado a este texto, que partilha com o Camões o momento fundador do nosso romantismo. Por isso, este ensaio, antes de passar à análise do tratamento da matéria histórica no poema narrativo, dedica uma extensa primeira parte ao que pode também ser considerado como um conjunto de elementos para uma próxima edição crítica.

São igualmente inovadores os ensaios que se ocupam das Viagens na Minha Terra: o primeiro, analisando-as a partir de um conceito alargado de hipertexto que se aplica ao processo de construção do livro, revela como um conjunto de princípios que se entrecruzam na sua elaboração o convertem numa obra particularmente dinâmica, visual e interactiva; o segundo mostra, pela pesquisa de elementos de uma "cultura de audição", como estes se inscrevem no trajecto das Viagens e a sua funcionalidade no desenho das personagens e no ritmo da narrativa.

Fecha-se esta secção de análises de obras singulares com uma reflexão sobre o último texto de prosa narrativa que nos deixou o escritor, o romance Helena , em fase de escrita quando a morte o surpreendeu, em 1854, por isso mesmo incompleto, mas cujos fragmentos felizmente conservados e dados a público permitem entender aspectos importantes do momento final desta carreira literária.

Encerra-se a parte ensaística desta homenagem com três ensaios que, tal como o primeiro, se debruçam globalmente sobre a obra de Garrett: dois deles, analisando a presença nessa obra dos países com os quais o escritor teve, por via do exílio, uma relação mais estreita, procurando entender, respectivamente: de que forma as "visões culturais" da Inglaterra lhe proporcionam um cânone cultural com dimensões não só no campo estético mas também no ético e outros; a "imagem do estrangeiro", neste caso, a da França, que nessa obra encontramos, sob formas, entre outras, irónica.

 

 

 

 

Comunidad religiosa Fracasos y esperanzas de una misión tras el reciente incendio:

 

La impronta de las Hermanas de la Providencia en la historia de Chile

"Por la Providencia estamos en esta tierra", decía la madre Bernarda Morin, y con esa misma convicción se encuentran hoy sus discípulas que acaban de sufrir uno de los peores incendios en los 158 años de historia de la congregación en Chile.

Maite Armendáriz Azcárate

 

Uua mujer rica que toma los hábitos religiosos tras perder a su marido y tres hijos, llamada Émilie Tavernier-Gamelin, funda en 1843 la Congregación de las Hermanas de la Providencia en Canadá. Su objetivo era auxiliar a las personas pobres, enfermas y marginadas. La orden se inspira en la imagen de Nuestra Señora de Dolores, como también en el misterio de Dios Providencia. Hoy está presente en Canadá, en los Estados Unidos, El Salvador, Argentina, Haití, Camerún, Egipto, Filipinas y en Chile.

 

A nuestro país llegaron muy pronto en su historia, "por cosas de la Providencia", como solía decir la madre Bernarda Morin (1832-1929), una de las cinco religiosas que el año 1852 el obispo de Montreal Ignacio Bourget alentó para ir a misionar en los lejanos territorios estadounidenses de Oregon. Tras un viaje azaroso, vía Panamá, el ambiente en Oregon se les presentó en extremo decepcionante para una labor de apostolado y caridad, dado "que la población era muy escasa y había muy poco que hacer", decidieron retornar siguiendo la ruta del Estrecho de Magallanes.

 

Zarparon de California en 1853. A punto de morir durante la navegación, al cabo de tres meses, arribaron a Valparaíso, donde fueron reconfortadas por las monjas de los Sagrados Corazones.

 

El Presidente de la República, don Manuel Montt, supo de la estadía de las hermanas en el puerto. Les ofreció fijar su residencia en Chile para hacerse cargo de los niños expósitos que morían por falta de cuidados. En 1854, cuando ya atendían a más de 80 pequeños, el gobierno dispuso su traslado al hogar definitivo en la llamada "Chacra de Lo Chacón'', después que su dueño, el abuelo de Arturo Prat, la había puesto en venta. La hermosa propiedad tenía 80 cuadras, contaba con una casa espaciosa, viñas y árboles frutales y se encontraba un poco más arriba de los tajamares del Mapocho. De allí que el nombre de la comuna de Providencia se debe a estas religiosas que, sin habérselo propuesto, llegaron el 17 de junio de 1853 a estas latitudes desde Canadá.

 

Aprobada desde la casa matriz en Montreal, la fundación de Chile, las religiosas y su superiora, la madre Victoria Larocque, después de consolidar la casa de la Providencia en Santiago, lograron fundar una misión en Valparaíso, un hogar de niños en Andacollo, asilos y casas en Concepción y también en La Serena.

 

Líder innata

 

Desde un comienzo, y a pesar de ser la menor con sólo 19 años, dentro del grupo resaltó la hermana Morin. Según explica el Pbro. Francisco Donoso en su libro "Bernarda Morin. Su vida y personalidad", era la sexta hija de una pareja de agricultores que vivían al sur de Quebec, que luego de ella tuvieron otros ocho hijos más. Fue al colegio de interna, frecuentó algunas fiestas acompañando a su hermana mayor e incluso creyó sentirse enamorada de un militar. Pero una frase irrumpía en su corazón: " Hasta cuándo prefieres la creatura al Creador ". Tras meses de discernimiento, a los 17 años ingresa a esta nueva congregación recién formada consagrada a los pobres: entre varias eligió a Las Hermanas de la Providencia motejadas de "locas" por cuidar enfermos contagiosos y recoger a los huérfanos, pero fue a ellas a quienes encontró más conformes a la cruz de Cristo.

 

Sus dotes personales como su espíritu de liderazgo pronto dieron fruto. Niños huérfanos, viudas, enfermos, damnificados de catástrofes la valoraron de inmediato. En 1863 se le designó como superiora y fue reelegida por su propias hermanas en varios periodos para consolidar 22 comunidades análogas repartidas de norte a sur del país. No obstante las dudas y sufrimientos que le producían cada nuevo paso en la conducción de la orden, supo salir airosa y congeniar con las diversas opiniones que le manifestaban las autoridades eclesiásticas, tanto chilenas como de su casa matriz en Montreal. Su empeño fue siempre poder continuar avanzando y conquistar dentro de su comunidad la disciplina y el trabajo bien hecho de cara a Dios, valores que estimaba necesarios para su misión apostólica. Entre sus escritos solía advertir: "La Hermana de la Providencia debe ser, en manos de Dios y de su superiora, como el agua que no tiene gusto a nada y sirve para todo''.

 

Su acción en la Guerra del Pacífico

 

Durante la Guerra del Pacífico, en 1879, la madre Bernarda inmediatamente preparó a las hermanas para atender hospitales de emergencia. En la casa de la Providencia en Valparaíso habilitó tres secciones, una para oficiales peruanos y bolivianos, otra para prisioneros de guerra y la tercera para los chilenos. Al término del conflicto habían atendido a 504 heridos; sólo 16 fallecieron.

 

A lo largo de 76 años instituyó casas religiosas, hospitales, asilos para viudas, orfanatos, colegios para indígenas y pensiones para viudas o familias empobrecidas. Formó a 155 religiosas encargadas de educar y proteger a más de cinco mil niños de ambos sexos.

 

 

 

Contrastes:

 

 

Uma Campanha Alegre em Junho de 1871

 

 

Uma Alegre Campanha Alegre em Janeiro de 2011

 

Leitor bloguista, que abres esta décima primeira página deste blog, sabe, leitor , algumas semelhanças  do tempo de Eça de Queiroz e do nosso tempo actual.

Aproxima-te um pouco: escuta, vê, lê e medita.

O País perdeu a inteligência e a consciência moral. A prática de vida tem por única direcção a conveniência. Ninguém se respeita. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. O povo está na miséria.  Vivemos todos ao acaso. A ruína económica cresce, cresce, cresce…O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. A renda diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal  como um ladrão e tratado como um inimigo.

Neste salve-se quem puder, a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A população dos campos, arruinada, vivendo em casebres ignóbeis, alimentadon-se de sardinhas e ervas, trabalhando só para o imposto por meio de uma agricultura decadente, leva uma vida de misérias, entrecortada de penhoras.

Diz-se por toda a parte: “ O País está perdido!” “ O País está desorganizado”! Ninguém se ilude. E em São Bento pede-se espumante da Gândara/ Bairrada para celebrar a derrota de Alegre.

Assim todas as consciência certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!

(*) Eça de Queiroz ironizava  assim a política nacional  feita no seu tempo( 1871 ). Decorridos 140 anos, tudo segue igual, sem grandes mudanças,  neste nosso reino desreinado.

 

 

Jantares Queirosianos


1º JANTAR TEVE LUGAR NO PASSADO DIA 10 DE JANEIRO

A Fundação Eça de Queiroz, o Círculo Eça de Queiroz,

o Grémio Literário e o Centro Nacional da Cultura decidiram associar-se para promover a divulgação e reflexão sobre a vida e obra de Eça de Queiroz, que pelo seu sentido crítico, ironia e poder de análise social continua a ser um escritor da actualidade.


 

 

 

Jacobo Zabludovsky

Periodista y licenciado en Derecho de la Facultad de Derecho de la Universidad Autónoma de México. Inició sus actividades perio...

 

MADRID. Vine a Madrid a recoger un premio.Ninguna razón mejor, entre tantas posibles, para regresar, sobre todo cuando conmigo recibirán los suyos personajes a los que admiro y cuya compañía me honra.

El Club Internacional de Prensa y la Asociación de Corresponsales de Prensa Extranjera organizan la ceremonia de entrega: el próximo jueves a las 19:30 horas en los jardines de Cecilio Rodríguez, en el Parque del Retiro. Profesionales de todos los medios, idiomas y orígenes se agrupan en estas instituciones (la ACPE fundada en 1923), veteranas de la transición democrática que distinguen anualmente a quienes, según su leal saber y entender, han ejercido bien su oficio o realizado labores encomiables, así como a instituciones dedicadas a mejorar nuestra vida o fortalecer libertades y derechos.

En esta ocasión somos seis.

Jorge Semprún, por su defensa de los valores humanos. En París, tras la derrota de la República Española, se unió a la resistencia, fue capturado y torturado por los nazis y encerrado en el campo de concentración de Buchenwald. Al terminar la guerra, afiliado al Partido Comunista, fue enviado clandestinamente a España y durante nueve años evadió la búsqueda de la policía bajo el nombre de guerra de Federico Sánchez. Superó la expulsión del Partido y el desencanto por la pérdida de sus tempranas ilusiones. Hombre libre, dejó en sus libros memoria del infierno y de la lucha contra totalitarismos y falsas utopías. Ministro de Cultura en el gobierno de Felipe González, funcionario de la UNESCO, autor de libros indispensables para entender nuestro tiempo, escritor traducido a todas las lenguas, agrega este premio a los muchos logrados en sus 88 años de vida.

Almudena Ariza, mejor corresponsal española en el exterior. Desde agosto es representante de Televisión Española para el área de Asia Pacífico, con sede en Pekín. Ha cubierto entre otros eventos el ataque terrorista a las Torres Gemelas de Nueva York, los conflictos bélicos en Afganistán e Irak, el terremoto en Irán, la catástrofe del buque Prestige, el tsunami desde Tailandia e Indonesia, el terremoto de Haití en 2009. Desde Asia y África ha realizado decenas de reportajes sobre los efectos del sida, guerras y hambrunas.

Walter Haubrich, mejor corresponsal extranjero en España. Decano de los enviados y autor de varios libros, ha formado parte de la redacción de política del diario alemán Frankfurte Allgemeine Zeitung. Delegado en Madrid durante más de 40 años, se ha ocupado también de Portugal,    norte de África y América Latina. Colabora en el Mallorca Zeitung y en tertulias televisivas y radiofónicas. Es poseedor de varios galardones y medallas al mérito y ha sido presidente del Club Internacional de Prensa.

Vicente del Bosque, seleccionador del equipo de futbol, por haber llevado a España a ganar su primera copa mundial. Un ejemplo de labor conjunta, de la capacidad de dirigir a un grupo hasta la victoria frente a equipos que parecían invencibles. Dio a sus compatriotas la mayor alegría de su historia deportiva, convertida en estímulo para espantar sin miedo los fantasmas adversos.

El premio a la institución por su defensa de los medios de comunicación se concede a entidades públicas y privadas promotoras del Bicentenario de las Cortes y Constitución de Cádiz de 1812, que proclamó por primera vez en España la libertad de prensa y permitió el nacimiento del periodismo moderno a través de su artículo 371: “Todos los españoles tienen derecho de escribir, imprimir y publicar sus ideas sin necesidad de licencia, revisión o aprobación alguna anterior a la publicación, bajo la restricción y responsabilidad que establezcan las leyes”.

El Zócalo de México se llama Plaza de la Constitución por esta de Cádiz que impulsó a través del Atlántico las guerras de independencia de América.

Pocas veces una entrega de premios califica con tanto acierto en la selección de los premiados como en este caso. Cada uno de los personajes mencionados y el homenaje a los constituyentes gaditanos de hace dos siglos, han obtenido su distinción por méritos indiscutibles. Entre ellos los jurados han colocado al autor de esta columna “por trayectoria profesional relevante a lo largo de toda una carrera periodística”. Un premio discernido por practicantes ejemplares de mi propio oficio se acepta con emoción y humildad. Jamás un premio así es inoportuno o tardío, aunque llegue avanzada la octava década de una vida, cumplidas más de seis de darle a la tecla.

Coincide casualmente, como regalo oportuno, con la cantidad de columnas escritas desde que regresé al periódico: este Bucareli es el número 200.

 

Gracias.

 

 

 

 

O heróico papel da imprensa Regional

Portugal, de norte a sul, tem exemplos de verdadeira heroicidade. Poderíamos falar de comércios que ainda não trocaram o livro dos «fiados», pelas máquinas automáticas de apresentar o talão do pronto pagamento, também conhecido pelo «toma lá, dá cá».

Como poderemos referir-nos às tascas, e mercearias que funcionam com a mesma filosofia de vida, como funcionavam há 50 ou 60 anos, quando apenas se pagava ao fim de cada mês, no dia em que o chefe de família recebia a jeira que ia direitinha do patrão para o merceeiro. Outros tempos, outras mentalidades, outra gente. Ninguém discutia contas, ninguém desconfiava de nada, pelo contrário, valia mais a palavra do que o papel.

Era o tempo da solidariedade, da pureza da linguagem, do valor da palavra que valia mais do que uma escritura. Não havia calotes, desconfianças, traições ou zangas que hoje são como as moscas que picam como vespas e que deixam marcas para toda a vida.

Ao lembrar o tempo da solidariedade comunitária ocorre-me exaltar o heróico papel da imprensa regional. Ela representa para o país real, o que representavam essas mercearias que forneciam fiados, a velhos e novos, a ricos e a pobres, sem juros e sem remoques, num sentido humanista que os direitos humanos institucionalizados pelas Nações Unidas nunca conseguiram imitar. Eram tempos de fome, mas todos repartiam a malga do caldo. Não havia dinheiro e muito menos o crédito bancário. Mas todos emprestavam o pouco que tinham pela certeza de que o lucro da primeira vitela era para cobrir aquele buraco, sem que fosse preciso lembrar ao devedor.

Ocorre-me transpor para a imprensa regional esta função do merceeiro tradicional,onde vigora o princípio dos «que podem aos que precisam». Sempre bebemos no povo genuíno práticas ancestrais.

Recebo regularmente uma boa dúzia de semanários, quinzenários, mensários, onde colaboro.

Este sortilégio permite-me andar informado e encontrar temas para as minhas reflexões regulares, nos mesmos ou noutros que já fazem parte do meu quotidiano.

Foi em 24 de Janeiro de 1953 que iniciei este «vício» que me acompanhou para a guerra de África, me seguiu dali até Chaves, onde trabalhei 8 anos, daqui para Guimarães, onde resido, desde há quase quarenta. Além da imprensa regional sempre estive ligado a diários, semanários de expansão nacional. Todos me prepararam para a faina da arte de informar, permitindo-me conhecer os meandros de um sector que sirvo fielmente há 58 anos, com o mesmo fervor de quando ia completar 14 de idade. Dentro de duas semanas gostarei de dedicar uma crónica a esta minha propensão para o jornalismo que me retirou de vícios urbanos e me inoculou o amor às terras por onde passo e às gentes que fazem de mim um cidadão atento ao que ocorre à minha volta.

Na tarde de 3 Janeiro leio essa boa dúzia de jornais regionais. Trazem-me notícias do Nordeste Transmontano, de Matosinhos, do Douro, de Mangualde, de Tondela, da Amadora. E até me chega o nº zero da Associação Desportiva Flaviense. Reparo no cinquentenário Noticias de Mirandela que, avesso às novas tecnologias, nem por isso perdeu qualidade e popularidade numa cidade competitiva e promissora. Anoto que Terra Quente, com sede na mesma urbe tem dois colaboradores fecundos: João de Sá e António Júlio Andrade cuja leitura me deleita, a par da juventude de uma equipa jovem que se esforça por cada edição que chega. De Bragança comecei a receber o Jornal do Nordeste, penso que pela mão do seu director Dr. João Campos e que sai gordo e atractivo do Diário do Minho. Bragança merece este e outros porque é uma grande cidade, com uma excelente administração municipal. De Chaves dois títulos bem familiares: Notícias de Chaves e a Voz de Chaves. Aquele prende-me de alma e coração ao meio, desde quando fui e regressei da guerra. Ainda hoje me considero da família. Este conheci-o desde a versão Alípio de Oliveira, onde colaborei anos ao actual, mais jovem, mas amadurecido e firme. Do meu pátrio Barroso recebo três: O Notícias de Barroso, o Povo de Barroso e o Correio do Planalto. Lutam com armas desiguais. Mas cada qual leva a água ao seu moinho. A todos leio com o mesmo fervor bairrista. De Viana do Castelo chega-me o Vianense, filho mais novo do amigo Matias de Barros que sempre me vai lembrando a colaboração que quase sempre chegar tarde.

De Vila Real, a querida Voz de Trás-os-Montes, onde dei os primeiros passos e de onde nunca me afastei. Completo dia 24 deste mês 58 anos de fidelidade ao meu primeiro amor. Quase sacramental. Para o meu Prof. e director Padre Cardoso e toda a sua equipa um gratíssimo abraço. Do Jornal do Norte falei há três semanas. Uma voz artesanal, heróica, sóbria. O Notícias é outro exemplo de sucesso. Da Régua o mais velho: Notícias de Douro que acabou de completar 77 anos, com uma edição de 68 páginas. Notável, como notável é o seu timoneiro, o Dr. Armando Mansilha. De Fafe o Povo do mesmo nome, onde o Dr. Ribeiro Cardoso, honra seu Pai, Fundador, com uma garra que não pode perder. De Vizela o Notícias que o saudoso Abel Pinto aguentou enquanto pôde e que a Susana Ribeiro e o Sérgio Vinagre, têm sabido prosseguir, sem tibiezas. Resta-me citar dois quinzenários: Negócios e Tribuna de Valpaços, feitos um pouco à imagem e semelhança um do outro, mas correndo em espírito de leal e saudável competição em nome de uma jovem cidade Transmontana. Como os últimos devem ser os primeiros invoco aqui o Jornal de Matosinhos. Leio na edição de 31/12 que a A. M. aprovou uma proposta, condenando a Câmara local por atribuir a publicidade institucional a órgãos de informação de fora do concelho, em detrimento do mais lido jornal independente, em 31 anos de actividade concelhia. Numa perseguição política feroz, contrastante com o tratamento dado ao Matosinhos Hoje que encerrou portas em meados de 2010.

A imprensa regional bem pode integrar-se no conceito do comércio tradicional.

 

Barroso da Fonte ( escritor, editor, cronista )

 

 

Viver México

Jalisco têm as mulheres  mais formosas do México

No Estado de Jalisto está a cidade de Guadalajara, reconhecida pelas fazendas que se dedicam à cultura do cactus agabe ( Tequila) , pelos monumentos da época hispânica  e por suas formosas mulheres, de olhos  tapatios. Guadalajara é a única cidade mexicana onde as mulheres têm licença para ser rainhas da beleza! As fotos inseridas neste blog de Janeiro não deixam dúvidas.

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=vH1_O3H8F84

http://www.youtube.com/watch?v=YA-ztQ2EEuw

http://www.youtube.com/watch?v=6DiUtTHT388

http://www.youtube.com/watch?v=CMp67-9auls

http://www.youtube.com/watch?v=c2fpcqoJ12w

http://www.youtube.com/watch?v=zz_9wWEvfCIhttp://www.youtube.com/watch?v=zz_9wWEvfCI

http://www.youtube.com/watch?v=SuH21ofB8ukhttp:

http://www.youtube.com/watch?v=4AhxXBjrmwY

http://www.youtube.com/watch?v=oIfEgKF7rvI

 

 

 

 

 

Amor y conocimiento

 

Me gusta comparar el amor con el conocimiento, pues ambos crecen cuando se comparten, ambos benefician al ser humano, tanto individual como colectivamente, y ambos son difíciles de visualizar. El conocimiento es, además, el principal factor de la producción. El conocimiento produce, hoy en día, más riqueza que la tierra, el trabajo o el capital. Pero se comporta de manera muy diferente a los otros factores de la producción.

 

El conocimiento no es finito (desafortunadamente, la estupidez tampoco) y su posesión no implica que otros no lo posean. El conocimiento, si se guarda y se esconde, a diferencia de los otros factores, no produce y pierde su valor con el tiempo.

El conocimiento, en definitiva, se parece más al amor que a los otros factores de la producción. El conocimiento es difícil de contabilizar, de hecho casi nadie lo contabiliza, a pesar de constituir, probablemente el activo más importante (Karl Erick Sveiby lo definió como la diferencia entre el valor en libros y el valor de mercado de una empresa, bonita definición que carece de sentido en un país donde el valor en libros suele ser ficción y el valor de mercado no existe).

 

Cuando un empleado deja una empresa o institución, nadie contabiliza la pérdida de conocimiento que resulta, la pérdida es real, pero difícil de medir.

 

Hay quienes consideran que el conocimiento se produce en los laboratorios de investigación y se distribuye en las aulas. Yo considero que cada vez que el conocimiento se comparte, crece ya que la diferente perspectiva de cada quien, nos lleva a entender las cosas de una manera un poco diferente. El conocimiento no se produce de la nada, se produce a partir de conocimiento previo: todos los investigadores han contado con el beneficio del conocimiento producido por investigadores y pensadores previos.

 

Obviamente, la palabra escrita vino a impulsar enormemente la creación del conocimiento ya que se hizo más fácil acceder y utilizar conocimiento previo. Sin embargo, las tecnologías desarrolladas durante el último medio siglo han potenciado mucho más la producción del conocimiento debido al alcance e inmediatez del proceso de compartir conocimiento. Ray Kurzweil asegura que en este siglo produciremos más conocimiento que en los últimos 20.

 

Crecimiento. Pero, tal vez, la relación más importante entre el amor y el conocimiento, no sea esa extraña capacidad que tienen los dos de crecer con solo compartirse, sino la bondad de contar con una cultura que crea en ambos y promueva el amor al conocimiento.

 

El amor al conocimiento es una fuerza muy poderosa que puede, y debe, llevar a la humanidad por rutas de insospechada prosperidad.

 

Grandes y complejos problemas, como el cambio climático y el sistema financiero global (disfuncional) serán, sin duda resueltos por la colaboración de muchos grandes pensadores.

 

El nivel de complejidad con que debemos lidiar hoy en día, es órdenes de magnitud superior al que existía hace pocas generaciones. El problema y tamaño de los problemas actuales ha deshabilitado su solución por sabios individuales, el sabio más sabio, se encuentra cada vez más impotente ante la complejidad que estamos produciendo.

 

Estoy convencido de que la cultura costarricense tiene una dosis muy grande de amor al conocimiento. A los ticos nos gusta saber y entender cosas.

 

Sabemos que el conocimiento no solo es útil, sino que también nos hace sentir bien; es como el arte y el deporte en que tiene, además, un efecto fisiológico y emocional.

 

 

 

A justiça em Portugal------Será Portugal um País civilizado?

 

Parece que em Portugal não há lei, magistratura e poderes distintos. Parece que os políticos de São bento nunca leram “ O Espírito das Leis”, de Montesquieu. O que se tem visto neste reino desorganizado, os malfeitores, os corruptos, os criminosos, os assassinos, depois de presos, de processados e condenados, são magicamente restituídos à liberdade. Para alguns juízes e ministros, os fora-de-lei não devem sofrer as incomodidades da prisão, mas sim, que sejam livres como cãezinhos de luxo e alguns, talvez, até condecorados na Presidência da República. Desgraçado País! Alienada palhaçodemocracia!.

 

Espírito das Leis

As Leis tratam de relações necessárias. Antes do estabelecimento da sociedade, existiam apenas as Leis Naturais (paz, busca por alimentos, atração e desejo de viver em sociedade). O sentimento marcante dessa fase era o medo, como todos os homens eram iguais, eles temiam um ao outro. Contraditoriamente, isso se fez com que os homens se unissem, formando a sociedade civil. Então, o homem deixa de ser igual, trazendo a guerra, e, para evitá-la, constituíram-se as leis civis: Direito das Gentes (relação entre os povos), o Direito Político (leis em relação ao governante e governado; forma o governo) e o Direito Civil (leis em relação aos próprios cidadãos entre eles; sustenta o governo). O Espírito das Leis é a relação das leis com o povo a que elas se aplicam, envolvendo o determinismo geográfico e as relações sociais. No Estado de Montesquieu, são as leis que têm de se harmonizar com o espírito do povo e suas tradições, mas a Revolução Francesa vê a alma do povo como o sujeito da lei estatal, o legítimo detentor do poder legislativo e, portanto, da soberania.

Segundo Montesquieu, existem três formas de governo (despotismo, república e monarquia), cada uma delas é baseada em uma natureza (aquilo que é) e em um princípio (aquilo que faz agir; como o governo deveria ser) predominante. O objetivo primordial de todas elas é a conservação e o melhor governo é o que melhor se adapta ao povo e a sua natureza. A corrupção delas se inicia pelo seu princípio, podendo ser evitada através de boas leis, exceto no despotismo, que é corrompido por natureza. A natureza do despotismo é o governo de um só baseado em suas próprias vontades, seu princípio é o medo e o objetivo característico é a glória do príncipe. Por não exigir regulamentação dos poderes, nem moderação entre eles, é um governo de fácil implantação, porém, de alta instabilidade, exigindo obediência extrema dos súditos para que continue existindo. O poder do príncipe pode ser limitado apenas pela religião e pelo determinismo geográfico. Para Montesquieu, essa é a única maneira de se governar um grande império, pois, suas leis são elaboradas como se o povo desejasse a mesma coisa que o príncipe.

Por outro lado, a República normalmente ocorre em pequenos Estados. Afinal sua natureza é o governo de muitos e seu princípio é a virtude (amor à pátria). Os três pressupostos republicanos são a liberdade (participação política), igualdade (garantida pelas leis) e frugalidade (bem coletivo mais importante que o bem particular). Uma República pode ser de dois tipos: democracia (governo de todos) ou aristocracia (governo de alguns, nobreza). A corrupção da democracia ocorre quando há igualdade extrema (despotismo) ou desigualdade extrema (aristocracia). A aristocracia se corrompe quando os nobres são desiguais entre si, ou quando eles são muito diferentes do povo, por isso, a melhor aristocracia é aquela que mais se aproxima da democracia. Apesar disso, a República é considerada uma forma de governo moderada, assim como a Monarquia.

A natureza da Monarquia é o governo de um só limitado por leis fixas, seu princípio é a honra (amor à desigualdade, cada um agindo de acordo com sua honra particular) e seu objetivo característico é a independência de cada indivíduo. Seu tamanho deve ser mediano (garantia de aplicação das leis em todo o território) e sua grande vantagem é a presteza na execução dos negócios públicos. A estabilidade do governo é garantida pelo corpo intermediário (nobreza, evita que o rei se torne um déspota), pelo repositório das leis (povo, garante que as leis serão conhecidas por todos) e pela divisão dos poderes (evita o despotismo), que ocorre da seguinte forma:

O Direito das Gentes é composto pelo executivo (trata da paz e guerra, personificado no rei), e pelo legislativo (cria e altera as leis, personificado na nobreza); e o Direito Civil é composto somente pelo executivo (poder de julgar, personificado no povo); a mesma pessoa não pode exercer os dois campos do Direito. O Legislativo é dividido em duas câmaras (dos Lordes, hereditária, e dos Comuns) e está sujeito a convocação do Executivo, que só pode ser atacado de acordo com as leis previstas pelo Legislativo (garante estabilidade) e que possui direito de veto. O Judiciário é considerado nulo por ser o único poder que só possui a capacidade de impedir (não pode estatuir). Os três poderes não são autônomos nem eqüipotentes, eles apenas limitam o poder um do outro. Montesquieu simpatiza com o estado de Direito. Contudo, não basta se preocupar apenas com o “ser”, mas também com o “deve ser”. Deve-se definir um ideal de justiça que padronize a vida do Estado: essa seria a única maneira de melhorar e corrigir as leis consideradas injustas.

Por fim, Montesquieu trata da liberdade (o direito de fazer tudo que as leis não proibirem), que é presente apenas nos governos moderados. O povo exerce sua liberdade e soberania é através da representação política, pois, para Montesquieu, embora o povo tenha capacidade de escolher o que é melhor, não possui capacidade para realizá-lo, devendo, então, nunca agir de forma autônoma, e sim, através da representação. No entanto, quando autor ressalta a suposta natureza impessoal da lei, deveria entender que isso só seria completamente possível se o poder fosse exercido por todos, contrariando o princípio da representação.

O autor apresenta muitas idéias interessantes em seu texto, que inclusive são base para sistemas sociais contemporâneos. Contudo, críticas negativas são válidas. Montesquieu atribui demasiada força à lei, sem fazer ressalvas. Segundo ele a vida em sociedade está determinada pela força superior e impessoal da Lei. Todos deveriam se submeter a ela, inclusive o rei. Em um país como o nosso, corrupto, é complicado considerar as leis de iniciativa de uma única pessoa ou grupo, dada a arbitrariedade que resultaria disso, tanto pelo fato da lei ser elaborada pela minoria, tanto pelas conseqüências que aquela lei arbitrária traria. Vide Arruda.


MONTESQUIEU, Charles Louis de. Do Espírito das Leis – in Coleção Os Pensadores - Montesquieu. São Paulo, Abril Cultural, 1973.

 

 

http://gandrasmexicocostarica.blogs.sapo.pt/   www.catina mundi

 

publicado por luiscatina às 10:45

Estimado Sr. Luís,
peço autorização para colocaru ma referência ao seu trabalho no meu blog, fazendo naturalmente referência ao mendigo da Gesteira que refere nesta edição de Fevereiro.

Muito obrigado,
Nuno Silva
Nuno Silva a 16 de Fevereiro de 2011 às 21:54

bom dia muito thanks!! isto é extremamente mt bom! esse twit foi excelente. considermo-me guest regular a 100 neste site abrçs
detective privado a 29 de Novembro de 2011 às 01:41

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