Abril 27 2009

                                                                                                    

        JAIME CORTESÃO: UM ERUDITO ESTUDIOSO NASCIDO NA NOSSA GANDARA
 
                                          Ançã 1884—Lisboa 1960
 
                          
          Bastam estas duas obras literárias “Influência dos Descobrimentos Portugueses na História da Civilização”e “Teoria Geral dos Descobrimentos” para catalogar o investigador Jaime Cortesão como uma referência cultural de grande mérito nas Letras Hispânicas.Jaime Cortesão,além de ser médico,político , pensador ,professor universitário e director da Biblioteca Nacional de Portugal,encontrou a sua apaixonada paixão no estudo de natureza histórica e,até,arqueológica.Viajou intensamente pelas principais capitais européias para investigar documentação científica nas Bibliotecas Nacionais,cujos trabalhos foram gravados na Revista A Águia,orientada por Teixeira de Pascoaes.O autor deste escrito não teve a sorte de conhecer este ilustre poeta amarantino,mas teve o privilégio de ser recibido várias vezes por sua sobrinha (poetisa),Maria José Teixeira de Pascoais no seu solar de Souto Vedro,hoje transformado em Turismo de Habitação.
          Jaime Cortesão estava exilado na França de Vitor Hugo,em 1940,quando viu esse maravilhoso país ser invadido pelas tropas nazis;logo meditou em seguir viagem para o Brasil para não viver de perto os horrores de uma guerra fratricida que vitimou uns largos milhões de almas inocentes.Uma vez em terras de Santa Cruz,Cortezão fixou-se no Rio de Janeiro(a cidade mais bonita do mundo),dedicando-se ao ensino universitário,especializando-se na História dos Descobrimentos Portugueses.No tempo dos descobrimentos portugueses,Portugal não estava decorado de escândalos.Não existia tanta injustiça nem tão generalizada criminalidade infantil,tanta desigualdade social.Nesses gloriosos tempos os homens eram Homens corajosos,sem medo de nada nem de ninguém,honravam a palavra e cumpriam as promessas feitas.Os reis viviam em sumptuosos palácios mas não se davam ao luxo de financiar banqueiros e gestores corruptos e outros que promovem licenciados que não sabem que nada sabem…Só são licenciados porque têm um canudo para mostrar ao Zé-povinho.Mas, na verdade,com canudo ou sem canudo,todos somos doutores.Eu, doutor sem canudo,que andei pelo mundo a comer as boroas que Jorge de Sena cozeu no forno do sofrimento,preocupado com o riquíssimo patrimônio que temos da época dos descobrimentos,disperso por todas as cidades lusitanas -e que chama a visita do reconhecido Turismo Cultural-(a Grécia vive deste fino turismo),dá-me tristeza vê-lo abandonado,esquecido pelo Governo Central,quando o mesmo governo pensa em projectos megalômanos,tais como Pontes sobre o
Rio Tejo,TGV,s,Aeroportos e Auto-estradas.Faz rir de vileza esta verdadeira anedota.Se Jaime Cortesão desse uma voltinha por este seu reino todo chamuscado sofriria,certamente, um super AVC ao ver tanta bagunça e tanta brutalidade.
       Fico contentíssimo em saber que a Villa que viu nascer este ilustre historiador , irá homenageá-lo, com alguma pompa ,no próximo dia 29 de Abril,data de seu nascimento,e dia em que sai a presente edição do jornal I.C.
       E é neste momento de fraternal humanismo que o autor deste escrito pode recordar tão distinta personagem das Letras Lusas e Ibéricas,que nos mais variados ramos do saber deu ao mundo o saber de suas investigações feitas na Europa e na América do Sul.Na década de noventa,o erudito acadêmico Joaquim Montezuma de Carvalho,filho do lente e filósofo Professor Joaquim de Carvalho,escreveu um par de crônicas no jornal O Primeiro de Janeiro para esclarecer certos pontos obscuros da vida atormentada,da sua poderosa personalidade e da sobrehumana empresa que imortalizou o nome de Jaime Cortezão.
 
           (*) Para saber mais sobre a obra investigadora deste Historiógrafo gandarês ,a Biblioteca Municipal conta com uma abudante colectânea histórico-literária.
 
                    
                            
 
 
               QUAL A VERDADEIRA NACIONALIDADE DE CRISTOVÃO COLOMBO?

 

      Historiadores galegos,alguns dignos de crédito,tentam provar por meio de testemunhos escritos que Colombo nasceu e cresceu numa aldeia galega pertencente à Comarca de A Corunha.

Ao descobridor do Novo Mundo a Oeste,já o fizeram grego com o nome de Kolaos,italiano como Colombus e português com o nome Salvador,aquando da sua breve estadia em Lisboa.Nos Arquivos das Índias, em Sevilha, e do Real Senado de Veneza,existe documentação importante referente ao nascimento e vida aventureira de Cistóvão Colombo.Na América Latina,mais precisamente na capital da Colômbia,o historiador Germán Arciniegas(1900-1999)escrevera uma belíssima obra dedicada a Colombo.Arciniegas diz-nos não saber muito “onde e quando nasceu?(1437?-1448?)_Qual a cultura recebida,e onde”?O que se sabe é que Colombo alcançou terras antilhanas(Caraíbas)a 12 de Outubro de 1492,ao serviço da Real Espanha.

 

                                                         Homem dum saber refinado,

 

                                                         Dum carácter forte, aberto,

 

                                                         De antes agüentar que quebrar,

 

                                                         Ele de todo o lado pode ser,

 

                                                         Mas da Galiza não é, não.

 

Quem sabe um pouco da História dos Descobrimentos, sabe que Cristóvão Colombo passara parte da sua proveitosa juventude em Lisboa, onde contrairia matrimónio com a donzela Filipa Moniz de Perestrello,de origem espanhola;e que no ano de 1485 mandaria D.João II à fava para apresentar os seus planos náuticos aos Reis Católicos,D.Isabel e D.Fernando,que sabe-se lá  como  e porquê?,logo se apreçaram em construir três caravelas( Pinta,Niña e  Santa Maria ) para que Colombo pudera realizar a  sua sonhada viagem às terras dos rajás,porém,os ventos alísios trocaram-lhe-iam as voltas e as rotas, e Colombo acabaria por fundear âncoras em pequenas ilhas sem nome,cuja população indígena,pacífica e acolhedora, vivia em plena nudez de estado selvagem.A nudez só é notada quando cobrimos o corpo com roupa.

Naturalmente, nós sabemos onde nascemos, mas não sabemos onde morremos.Toda a existência deste aventureiro dos mares é, sem dúvida alguma, um tremendo mistério!Com efeito, até depois morto, os seus restos mortais não tiveram parança e deram a volta a meio mundo antes de irem parar às catedrais de La Habana (Cuba) e de Santo Domingo (Rep. Dominicana).O caixão-ou caixões?-levava(m)de ambos os lados a seguinte advertência”Última parte dos restos do Primeiro Almirante Dom Cristóvão Colombo”.

Colombo morreu sem nunca poder chegar às tão apetecidas Molucas.Quem lá chegaria seria o nosso D.Vasco da Gama, em 1498.

A respeito de tão ilustre figura, o autor deste escrito continuará suas leituras para saber mais e mais.Quanto mais se sabe menos se sabe…

 

  Luis de Jesus

(sócio do GAAC)

 

(*) Dedico este pequeno texto ao senhor padre António Samelo, mortal de bom coração, cultíssimo, seguidor dos ideais doutrinários de São Francisco de Assis.

 

 

 
 

 
 

 

publicado por luiscatina às 19:12

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