Março 16 2013

BOLETÍM CULTURAL

CATINA MUNDI

 

 

LA FINALIDAD DE ESTE BOLETÍN, BIEN DEFINIDA EN SU PROPIO TITULO , OBEDECE MÁS A UN SENTIMIENTO DE PATRIOTISMO CULTURAL QUE DE INTERÉS MATERIAL.

 

  Boletim de letras, ideias, diálogos e crítica

  Casa México-- Aljuriça  (Portugal)

   Casa de Mexico,  casa de la cultura, donde los libros son la verdadera Universidad.

  (O primeiro Boletim electrónico publicado na Freguesia de Cadima para o Mundo)

 

       

…Para las niñas y  niños de Portugal, México, Costa Rica,  Hispanoamérica e America Portugueza es esta publicación mensual…

                         

PUBLICAÇÃO  MENSAL, em  PORTUGUÊS e CASTELHANO,  QUE TEM  COMO  OBJECTIVO A PUBLICAÇÃO DE TRADUÇÕES DE TEXTOS DE AUTORES  PORTUGUESES, CASTELHANOS E LATINO-AMERICANOS, RESENHAS DE PUBLICAÇÕES RECENTES  E PASSADAS E NOTÍCIAS SOBRE EVENTOS CULTURAIS D’AQUÉM E D’ALÉM MAR.  (GANDRASMEXICOCOSTARICA.BLOGS.SAPO.PT)

Presentación

Boletín de periocidad mensual  aparece en septiembre de 2009  como fruto del amor por las letras luso-mexicanas. El objectivo essencial  de Casa  México  es coadyuvar  en la promoción y en la difusión de las literaturas clásica y contemporânea.

 

 

Catina Mundi recorda Matilde Rosa Araújo, a escritora que revestiu as páginas dos seus livros com perfume de rosas silvestres para as crianças dos quatro cantos do mundo.(1921-2010 )

Nunca e tarde para prestar homenagem  a quatro ilustres  e talentosas figuras do nosso Pais  que deixaram marcas no Mexico.  São elas: Joao RodriguesCabrilho ou Juan Rodriguez  Cabrillo, Beatriz Costa, Fidelino de Souza Figueiredo e Joaquim de Carvalho Montezuma.

 

 

História de Santo Ignácio de Loyola

 

Nasceu no Castelo da família de Loyola, na província Basca de Guipuzcoa, na Espanha, em 1491, na cidade de Azpeitia no dia 1° de junho. Quando rapaz, era um nobre que sabiacavalgar, manejar a lança, declamar,  e era muito mulherengo,tendo como marca de sua personalidade o atrevimento.

Casa Torre de Loyola. Na cidade de Azpeitia, Espanha.

Andava sempre armado, usava uma couraça, como militar que era. Era extremamente vaidoso, gostava de vestir-se impecavelmente, usava os cabelos longos, como era o costume da época.

Brasão da Família Loyola

Lutando em uma batalha, lgnácio foi atingido por uma bala de canhão em uma de suas pernas, que quase a despedaçou. Encontrava-se muito mal e, no dia de São João, pediu para se confessar. A partir deste dia, sua saúde foi sendo restabelecida.

Durante sua convalescença ele leu vários livros sobre guerras, mas quando estes acabaram, começou a ler a Bíblia e, a partir daí, sua vida mudaria: seria agora um soldado "Servo de Deus". Sua espada era o amor e o seu escudo era Jesus.

Abandonou as roupas de soldado e as trocou por roupas de mendigo. E saiu pelo mundo pregando o amor e dando o exemplo do que pregava. Fundou a Companhia de Jesus, que são os Jesuítas, mais conhecidos atualmente. Aos 65 anos, no dia 31 de julho de 1556,  uma sexta-feira, a alma de lgnácio volta para Deus.

Dom Ignácio de Loyola

 

 

 

BREVE HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DA COMPANHIA DE JESUS

 

  No dia 15 de Agosto de 1534, Inácio de Loiola, estudante da Universidade de Paris, juntamente com seis companheiros vindos de Espanha, Portugal e França (Francisco Xavier, Nicolau de Bobadilla, Diogo Laínez, Afonso Salmerón, Simão Rodrigues e Pedro Fabro, o único que era sacerdote), fizeram voto de pobreza, de castidade e de dedicação à causa da Igreja Católica.

 

Santo Inácio de Loiola

Quadro de autor desconhecido, Escola Portuguesa, Séc. XVII - XVIII, existente na Capela do Centro Universitário P. António Vieira, Lisboa.  

  Em 1537, juntaram-se a este grupo três novos companheiros, Pascássio Broet, João Codure e Cláudio Jay. Dirigiram-se a Roma, puseram-se à disposição do Papa e dedicaram-se a obras de caridade. Em 1539 decidiram criar uma Ordem religiosa e Inácio de Loiola começou a escrever as Constituições que só ficaram prontas 16 anos mais tarde.

Em 27 de Setembro de 1540, o Papa Paulo III, pela Bula "Regimini Militantis Ecclesiae", aprova a constituição da nova Ordem também denominada Companhia de Jesus, então contando apenas 10 membros. A Companhia de Jesus surgiu com o objectivo missionarista de espalhar a fé cristã, não estando então previsto que fosse uma ordem religiosa especialmente consagrada ao ensino.

Como Inácio de Loiola e os outros membros da Companhia tinham frequentado a Universidade, pensaram abrir "Casas" ou "Residências"  junto das Universidades onde se formariam os novos membros da Companhia. Assim aconteceu em Paris em 1540, e posteriormente em Coimbra, Lovaina e Pádua. Só mais tarde é que essas "Residências" se transformaram em "Colégios".

Na impossibilidade de converter a população adulta, os jesuítas perceberam que é pela educação das crianças que se pode fazer a renovação do mundo. Nesse sentido, e aproveitando o esforço expansionista dos dois maiores impérios da altura, o português e o espanhol, os jesuítas vão estar presentes nos novos mundos desde o início da colonização. S. Francisco Xavier percorre a Índia, a Indonésia, o Japão e chega às portas da China. Manoel da Nóbrega e José de Anchieta ajudam a fundar as primeiras cidades do Brasil ( S. Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro ). João Nunes Barreto e André de Oviedo empreendem a fracassada missão da Etiópia.

 

S. FRANCISCO XAVIER

Em 1545, S. Francisco Xavier, em carta dirigidada Índia a Jerónimo Nadal, seu contemporâneo na Universidade, convida-o a aderir à Companhia de Jesus. Jerónimo Nadal vai ter uma grande influência na definição da vocação docente da Companhia na medida em que é ele que vai ser incumbido de introduzir nos Colégios Jesuítas o Modus parisiensis  e de elaborar os primeiros programas de ensino. A vocação docente da Companhia acentuar-se-á com o decorrer dos anos de tal maneira que passará a ser a característica principal das actividades da Companhia.

Apesar de inicialmente os Colégios aceitarem apenas alunos que eram candidatos a jesuítas, passaram posteriormente a aceitar também alunos que não pretendessem seguir a vida religiosa. Assim, eram admitidos gratuitamente nos Colégios estudantes pobres e também filhos de ricos e de nobres ficando no entanto a cargo destes o pagamento dos seus estudos. Tanto uns como outros se deveriam sujeitar às mesmas regras dos candidatos a jesuítas, se bem que se devessem vestir de maneira diversa e residissem numa parte diferente do Colégio.

Foi em Messina, na Sicília, que em 1548 Inácio de Loiola abriu o primeiro Colégio da Companhia, aquele  que inspirou todos os outros. Para o Colégio de Messina foram escolhidas pessoas com uma excepcional preparação. Jerónimo Nadal era o reitor e professor de hebreu, Pedro Canísio professor de retórica, André des Freux professor de grego, Isidoro Bellini professor de lógica, Giovanni Battista Passerino, Hannibal du Coudret e Benedetto Palmio, professores respectivamente das 3ª, 2ª e 1ª classes de gramática. À excepção de Pedro Canísio que havia estudado em Colónia, todos estes professores, de várias nacionalidades,  tinham em comum o facto de terem estudado na Universidade de Paris, razão que explica a adopção pela Companhia do Modus Parisiensis

O êxito do Colégio de Messina levou Inácio de Loiola a pensar na criação de um Colégio em Roma que servisse de modelo aos outros e onde se podessem formar os futuros professores da Companhia. Uma doação de Francisco de Bórgia, duque de Gandía, permitiu que o Colégio Romano, mais tarde Universidade Gregoriana, começasse a funcionar em 1551. Dois anos mais tarde, em 1553, já com algumas centenas de alunos, esse Colégio começou a ensinar, além da Gramática e da Retórica, a Filosofia e a Teologia. Para além dos alunos externos, estudavam ali os futuros jesuítas oriundos de Itália, Espanha, Portugal, Bélgica e da Alemanha. Em dez anos, o número de professores elevou-se a mais de 200. 

Tendo por base este importante centro pedagógico, os jesuítas  empreenderam uma implementação sistemática da sua actividade docente cuja lei orgânica é consagrada na publicação, em 1599, da Ratio Studiorum, . Os seus esforços dirigiam-se preferencialmente para França e Alemanha onde os movimentos protestantes iam tendo uma maior penetração. 

Em 1759, o Marquês de Pombal, com o pretexto de um atentado contra o rei D. José, expulsou os jesuítas de Portugal e das colónias. A Companhia de Jesus foi também expulsa de França em 1764 e da Espanha e das suas colónias em 1767. A pressão das monarquias destes países foi-se intensificando e o Papa Clemente XIV dissolveu a Companhia de Jesus no ano de 1773 em todo o mundo, com excepção da Prússia e da Rússia Branca. 

Em 1814 o Papa Pio VII, através da Bula Sollicitudo Omnium Ecclesiarum, restaurou a Companhia de Jesus.  Durante todo século XIX, a vida da Companhia foi muito atribulada. Quando os governos eram conservadores, os jesuítas eram chamados e exaltados, quando os governos eram liberais, os jesuítas eram perseguidos e expulsos. 

No século XX a Companhia acompanhou de perto os grandes conflitos internacionais: duas guerras mundiais, a revolução russa e sua expansão nos países da Europa oriental que abalou dez  vice-províncias da Companhia. O triunfo de Mao-Tsé-Tung na China arrasou a estrutura missionária construída durante um século de trabalho. O nacionalismo dos povos de África e da Ásia, lutando contra as potências colonizadoras, criou dificuldades para os missionários estrangeiros.

***

Quando Inácio de Loiola morreu em 1556, existiam 40 Colégios aprovados, mas só 35 é que estavam em funcionamento. A Companhia tinha cerca de 1000 membros,  distribuídos em 110 Casas e 13 Províncias, sendo a de Portugal a primeira a ser criada. Em 1615, quando Acquaviva faleceu, os jesuítas eram mais de 13.000 e os Colégios eram 372. Em 1773, quando a Companhia foi extinta, contava com 23.000 membros e dirigia, na Europa, 546 Colégios e 148 Seminários e, fora da Europa, 123 Colégios e 48 Seminários, num total de 845 estabelecimentos de ensino. Aquando do Concílio do Vaticano II,  entre 1962 e 1965, o número de jesuítas era de 36.000, mas nos anos 80 passou a 26000.    

 



 

 
A HISTÓRIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
O nascimento
Filho de Pietro Bernardone e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182 , na cidade deAssis, província da Umbria no centro da Itália.Seu pai era um rico e próspero comerciante de tecidos, que viajava frequentemente em negóciosprincipalmente para França, de onde trazia a maior parte de suas mercadorias. Foi de lá também queele trouxe sua linda e bondosa esposa, Dona Pica. A mãe de Francisco, foi de fato a mulher da sua vidae foi ela que emocionado muitas vezes invocou. Francisco sempre nutriu uma atenção e um carinhoespecial pela relação materna em geral.A sua grande ligação espiritual a Maria, mãe de Jesus, é mais um sinal do seu particular respeito e Amorpelas mães de todo o mundo. Era freqüente usar a relação materna em geral, como exemplo de Amornos seus diálogos e pregações.Em relação ao pai, apesar do amor e respeito que nutria por ele, a relação não foi um exemplo e assimconheceu alguns episódios desagradáveis.Francisco teve um irmão, de que a história pouco fala.Chegado o momento do parto, Dona Pica, assistida por várias pessoas que ajudavam, teve muitasdificuldades e o nascimento da criança parecia se complicar.Eis que batem à porta, e a criada ao atender depara-se com um mendigo que lhe transmite que asenhora da casa deverá dar à luz no estábulo da casa, junto aos animais.Dona Pica, ao saber do sucedido, pediu ajuda às criadas para a levarem até ao estábulo. Lá chegada, acriança nasceu e foi lhe dado o nome de João (Giovanni). O pai, quando regressou, em homenagem àFrança, mudou-lhe o nome para Francisco.
A Juventude 

Francisco era o líder da juventude de sua cidade. Alegre, amante da música e das festas, com muitodinheiro para gastar, tornou-se rapidamente um ídolo entre seus companheiros. Adorava banquetes,noitadas de diversão e cantar serenatas para as belas damas de sua cidade.A Itália, como toda a Europa daquela época, vivia uma fase bastante conflituosa de sua história,marcada pela passagem do sistema feudal (baseado na estabilidade, na servidão e nas relaçõesdesiguais entre vassalos e suseranos) para o sistema burguês, com o surgimento das "comunas" livres(pequenas cidades).Eram freqüentes, nesta época, guerras e batalhas entre os senhores feudais e as emergentes comunas.Como todo jovem ambicioso de sua época, Francisco desejava conquistar, além da fortuna, também afama e o título de nobreza. Para tal, fazia-se necessário tornar-se herói em uma dessas freqüentesbatalhas. No ano de 1201, incentivado por seu pai, que também ansiava pela fama e nobreza, Franciscopartiu para mais uma guerra que os senhores feudais, baseados na vizinha cidade de Perúsia, haviamdeclarado contra a Comuna de Assis. Durante os combates, em uma tarde de inverno, Francisco caiuprisioneiro, sendo levado para a prisão de Perúsia, onde permaneceu longos e gelados meses. Para um jovem cheio de vida como ele, a inércia da prisão deve ter sido especialmente dolorosa. Somente seuespírito alegre, seu temperamento descontraído e seu gosto pela música o salvaram do desespero.Encontrava ainda forças para reconfortar e reanimar a seus companheiros de infortúnio.Costumava dizer, em tom de brincadeira para seus companheiros: "Como quereis que eu fique triste,sabendo que grandes coisas me esperam? O mundo inteiro ainda falará de mim!"Ao término de um ano foi solto da prisão, retornando para Assis, onde se entregou novamente aossaudosos divertimentos da juventude e às atividades na casa comercial de seu pai.
Enfermidade e o início da conversão
O clima insalubre da prisão, agravado pelos prolongados meses de inverno, haviam-lhe enfraquecido oorganismo, provocando agora uma grave enfermidade. Depois de longos meses de sofrimento, sempoder sair da cama, finalmente conseguiu melhorar. Ao levantar-se, porém, não era mais o mesmoFrancisco. Sentiu-se diferente, sem poder compreender o porquê. A verdade é que a humilhação e osofrimento da prisão, somado ao enfraquecimento causado pela doença, provocaram profundasmudanças no jovem Francisco. Foi o caminho que Deus escolheu para entrar mais profundamente emsua vida. Já não sentia mais prazer nas cantigas e banquetes em companhia dos amigos. Começou aperceber a leviandade dos prazeres puramente terrenos, embora ainda não buscasse a Deus. Naverdade, Francisco não nasceu santo, mas lutou muito para se tornar santo!Francisco havia perdido o gosto pelos prazeres mundanos, mas conservava ainda a ambição da fama.Por esse motivo, sonhava com a glória das armas e a nobreza, que se conquistavam nos campos debatalha.Por isso, aderiu prontamente ao exército que o Conde Gentile de Assis estava organizando para ajudaro Papa Inocêncio III na defesa dos interesses da Igreja. Contou para isso com a aprovaçãoentusiasmada do pai, que vislumbrava aí a oportunidade tão longamente esperada de enobrecer suafamília. Deus, porém, lhe reservava algumas surpresas ...Antes de partir, num impulso de generosidade, Francisco cedeu a um amigo mais pobre os ricos trajes ea armadura caríssima que havia preparado para si. Isso lhe valeu um sonho estranho: viu um castelorepleto de armas destinadas a ele e a seus companheiros. Francisco não conseguiu entender o significado do sonho. Pensou que estava, talvez, destinado a ser um famoso guerreiro! O fato é que osonho não lhe saía do pensamento.Ao chegar ao povoado de Espoleto, Deus tornou a lhe falar em sonhos, desta vez com maior clareza, demodo que ele reconheceu a voz divina que lhe perguntava: "A quem queres servir: ao Servo ou aoSenhor?" Francisco respondeu prontamente: "Ao Senhor, é claro!" A voz tornou a lhe falar: "Por queinsistes então em servir ao servo? Se queres servir ao Senhor, retorna a Assis. Lá te será dito o quedeves fazer!" Francisco entendeu, então, que estava buscando apenas a glória humana e passageira.Estava fazendo a vontade de pessoas ambiciosas e mesquinhas e não a vontade do Senhor doUniverso.Desafiando os sorrisos de desdém dos vizinhos e a cólera de Pedro Bernardone, contrariado em seusprojetos, Francisco retornou a Assis, dando prova da energia de seu caráter e do valor do seu ânimo,virtudes que se mostrariam valiosas mais tarde nos percalços de seu novo caminho.Começou a longa busca e a longa espera: "O que Deus quer de mim? O que Ele quer que eu faça?" Eraesse o constante questionamento de Francisco.Para tentar desvendar os desígnios de Deus, passou a se dedicar à oração e à meditação. Percorriacampos e florestas em busca de lugares mais tranqüilos, em busca de respostas para suas dúvidas einquietações. Para ele, tudo passou a ter outro sentido. Passou a enxergar as coisas com outros olhos eoutro coração.
Viagem a Roma
Em busca de respostas, decidiu viajar para Roma, isso no ano de 1205. Visitou a tumba do ApóstoloSão Pedro e, indignado pelo que viu, exclamou: "É uma vergonha que os homens sejam tão miseráveiscom o Príncipe dos Apóstolos!" E jogou um grande punhado de moedas de ouro, contrastando com asescassas esmolas de outros fiéis menos generosos. A seguir, trocou seus ricos trajes com os de ummendigo e fez sua primeira experiência de viver na pobreza. Voltou a Assis, à casa paterna, entregando-se ainda mais à oração e ao silêncio.A família e os amigos estavam preocupados com o jovem Francisco: o que lhe estaria acontecendo?Será que ainda estava em pleno juízo? Seu pai, então, não se conformava! Não era isso que ele tinhasonhado para seu filho! Indignado, forçava-o a trabalhar cada vez mais em seu estabelecimentocomercial.
O beijo no leproso e o novo chamado de Deus
Em 1206, passeando a cavalo pelas campinas de Assis, viu um leproso, que sempre lhe parecera umser horripilante, repugnante à vista e ao olfato, cuja presença sempre lhe havia causado invencível nojo.Mas, então, como que movido por uma força superior, apeou do cavalo, e, colocando naquelas mãossangrentas seu dinheiro, aplicou ao leproso um beijo de amizade.Falando depois a respeito desse momento, ele diz: "O que antes me era amargo, mudou-se então emdoçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus".Pouco depois, entrou para rezar e meditar na pequena capela de São Damião, semi destruída peloabandono.

Papa desvenda história por detrás do nome Francisco

"Não te esqueças dos pobres". Frase do cardeal brasileiro Claudio Hummes foi decisiva.
O novo Papa agradeceu hoje a todos os jornalistas pelo trabalho árduo dos últimos dias

Mistério desvendado. A razão que motivou a escolha do nome Francisco pelo cardeal argentino Jorge Bergoglio após ter sido eleito o novo "chefe espiritual" dos católicos é a homenagem a Francisco de Assis, um "homem da pobreza", revelou o próprio Papa, esta manhã, no Vaticano. A inspiração surgiu das palavras do arcebispo emérito de São Paulo.

"Aquando da eleição, tinha ao meu lado o arcebispo emérito de São Paulo, Claudio Hummes. Um grande amigo. Quando as coisas se tornaram perigosas, ele reconfortou-me. Quando os votos chegaram aos dois terços, começaram a aplaudir porque tinha sido eleito o Papa. Ele abraçou-me, beijou-me e disse: ' Não te esqueças dos pobres'. Imediatamente pensei em Francisco de Assis. Um homem da pobreza, da paz, que ama a criação, que queria uma Igreja pobre e para os pobres".

O episódio foi transmitido pelo Sumo Pontífice numa audiência com os representantes dos media de todo o mundo. O encontro não serviu como conferência de imprensa mas antes uma manifestação de apreço pelo trabalho desenvolvido pelos jornalistas, durante o Conclave, e a quem se dirigiu como "amigos".

"O papel da Igeja tem vindo a crescer nos últimos tempos e tem sido indispensável também o papel da imprensa nesse desenvolvimento. E, portanto, conto com o vosso serviço qualificado dos últimos dias", afirmou momentos antes de contar o episódio relativo ao seu nome.

"Trabalharam arduamente", continuou, bem disposto, perante um auditório lotado na sala Paulo VI, no interior do Vaticano, o local onde são celebradas as audiências públicas, tendo sido interrompido pelos aplausos e sorrisos dos presentes.

"Nos últimos dias em que os olhos se viraram para a cidade de Roma, falou-se muito da Santa Sé, das tradições, da fé e do papel do Papa no seu ministério", acrescentou e dirigiu um agradecimento "muito especial a todos os que apresentaram este evento da história da Igreja, tendo em conta a perspetiva mais correta da eleição".

"Não são eventos mais complicados do que os políticos ou económicos. Todavia, têm uma característica de fundo muito particular. Respondem a uma lógica que não é principalmente de categoria mundana e exige conhecimentos específicos, com uma componente especial", apontou o Papa Francisco. "Cristo é a referência fundamental. Sem ele, a Pedro e a Igreja não existiriam", salientou, alundindo ao sentido seguido pelo seu antecessor Bento XVI. Deixava ainda um sinal de gratidão pela comunicação baseada na "busca da verdade, da bondade e da beleza tal como faz a Igreja".

Depois de ser cumprimentado pessoalmente por alguns dos presentes e antes de abandonar a sala, o Papa voltou a pedir o uso da palavra. Despediu-se num tom mais informal, com a nota de que respeita a "consciência" de cada um, a propósito das suas crenças, e deixou a sua benção a todos.

 

 

 S. Josemaria Escrivá de Balaguer

 

 

Vida de S. Josemaria Escrivá de Balaguer (1902-1975), fundador do Opus Dei.
Josemaria Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha) no dia 9 de Janeiro de 1902. Os pais chamavam-se José e Dolores. Teve cinco irmãos: Carmen (1899-1957), Santiago (1919-1994) e outras três irmãs, mais novas, que morreram quando ainda eram crianças. O casal Escrivá deu aos filhos uma profunda educação cristã.

Em 1915, faliu o negócio do pai, comerciante de tecidos, e a família teve de mudar-se para Logronho, onde o pai conseguiu outro trabalho. Nessa cidade, Josemaria, depois de ver na neve umas pegadas dos pés descalços de um religioso, intui que Deus deseja alguma coisa dele, embora não saiba exactamente o que é. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote, e começa a preparar-se para tal, primeiro em Logronho, e mais tarde no seminário de Saragoça. 

Seguindo um conselho do pai, na Universidade de Saragoça estuda também o curso civil de Direito como aluno voluntário. José Escrivá morre em 1924, e Josemaria fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de Março de 1925, e começa a exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça.

2 DE OUTUBRO DE 1928

Em 1927 vai para Madrid, com autorização do seu bispo, com o objectivo de se doutorar em Direito. Em Madrid, no dia 2 de Outubro de 1928, Deus faz-lhe ver o que espera dele, e funda o Opus Dei. Desde então, trabalha com todas as suas forças na fundação que Deus lhe pede, ao mesmo tempo que continua exercendo o ministério sacerdotal de que está incumbido naqueles anos, através do qual se encontra diariamente em contacto com a doença e a pobreza em hospitais e bairros populares de Madrid. 

Quando rebenta a guerra civil, em 1936, Josemaria encontra-se em Madrid. A perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diversos lugares. Exerce o ministério sacerdotal clandestinamente, até conseguir sair de Madrid. Depois de ter atravessado os Pirenéus, até ao sul de França, passa a residir em Burgos.

Acabada a guerra, em 1939, regressa a Madrid. Nos anos que se seguem dirige numerosos retiros para leigos, sacerdotes e religiosos. Nesse mesmo ano de 1939, acaba os seus estudos de doutoramento em Direito.

Em 1946 fixa residência em Roma. Faz o doutoramento em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário de Sua Santidade. Segue atentamente os preparativos e sessões do Concílio Vaticano II (1962-1965), e mantém um relacionamento intenso com muitos dos padres conciliares. 

De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa, a fim de impulsionar o estabelecimento e consolidação do Opus Dei nessas zonas. Com o mesmo objectivo, entre 1970 e 1975, realiza longas viagens pelo México, pela Península Ibérica, pela América do Sul e Guatemala, onde também tem reuniões de catequese com grupos numerosos de homens e mulheres. 

Falece em Roma no dia 26 de Junho de 1975. Vários milhares de pessoas, entre as quais muitos bispos de diversos países, – no conjunto, um terço do episcopado mundial – solicitam à Santa Sé a abertura da sua causa de canonização.

Em 17 de Maio de 1992, João Paulo II beatifica Josemaria Escrivá de Balaguer. Proclama-o santo dez anos depois, em 6 de Outubro de 2002, na Praça de São Pedro, em Roma, perante uma grande multidão. “Seguindo o seu exemplo”, disse nessa ocasião o Papa na sua homilia, “difundi na sociedade a consciência de que todos somos chamados à santidade, sem distinção de raça, de classe, de cultura ou de idade”.


 

Lista de Papas da Igreja Católica Romana 
(textos compilados por Carlos Fernandes) 

 

 
O ESTADO DO VATICANO

O Estado do Vaticano é o menor país independente do mundo e a última monarquia absolutista da Europa. Um minúsculo território independente de 44 hectares em Roma, sob jurisdição pontifícia, que tem sua existência calcada espiritualmente na criação do cristianismo e politicamente nos extintos Estados Pontifícios. 
Os Estados Pontifícios ou Estados Papais foram fundados (752) pelo papa Estêvão III, e codificado quase trinta anos depois (781). Ocupavam uma grande área, basicamente no centro da península itálica e tinha um governo teocrático com capital Roma, com língua oficial latim e religião católica, sob a autoridade civil dos Papas. 
Também chamado de Estados da Igreja, eram formados por um aglomerado de territórios, que se mantiveram como um estado independente por mais de onze séculos (756-1870). 
O Vaticano é o resultado de uma longa história de mais de dois milênios, desde os tempos em que o papa era apenas o bispo de Roma, uma entre muitas lideranças vinculadas às origens do cristianismo, quando Roma virou centro da seita judaica originada no Oriente Médio. 
Com a instituição a sede episcopal de Roma, os fiéis poderosos, especialmente os imperadores cristãos, foram fazendo doações de bens territoriais à Igreja romana, abrangendo áreas até mesmo fora da península italiana. Criou-se, então, o que se conheceu como Patrimônio de São Pedro, administrado pelos papas católicos que ganharam autênticas prerrogativas de chefes de estado através da Pragmática Sanção (554) promulgada pelo imperador Justiniano I, inclusive a de possuir um respeitável exército, que em algumas ações esteve sob o comando do próprio pontífice. 
Com o declínio da influência do Império Bizantino sobre Roma, o distanciamento em relação ao império do Oriente tornou-se cada vez mais profundo, a ponto do papa Constantino I, enfrentar o imperador Filípico Bardanes, chamando-o de herege. Durante a ofensiva do lombardo Astolfo contra Roma, o papa Estêvão IIpediu socorro ao rei dos francos, Pepinoo Breve. Depois da derrota de Astolfo, o pontífice recebeu o domínio temporal de um Estado que compreendia o antigo exarcado de Ravenna, os bispados de Rimini, Pesaro, Fano, Senigallia e Ancona e a região de Roma. 
O papa Estêvão II exibiu um documento de três anos antes, de autenticidade duvidosa e que chamaria de Doação de Constantino, segundo o qual o imperador bizantino havia cedido ao papa Silvestre I, para si e seus sucessores, não só o palácio de São João de Latrão, mas também a possessão de toda a península Itálica e a dignidade imperial. 
Assim surgia um Estado que haveria de perdurar durante mais de onze séculos (756-1870). Pêlos seus corredores passariam reis, criaram-se e decidiram-se guerras, o melhor da arte e até alguns santos, escrevendo uma página da história humana correspondente a mais de onze séculos. Em seu auge, pontífices se consideravam os senhores do mundo, desencadeavam disputas e tomavam decisões de todas as naturezas, em nome de Deus. 
A autonomia começou a cair quando uma primeira parte do território foi anexada pelo Reino da Itália (1860) e terminou com a anexação do restante (1870) pelos nacionalistas peninsulares. 
A Itália meridional nunca formou parte dos Estados Pontifícios e com o surgimento dos movimentos revolucionários nacionalistas italianos do século XIX, originaram-se fortes correntes políticas pela unidade nacional. Em meados do século as rebeliões contra a autoridade papal eram freqüentes. Finalmente, algumas cidades da Romanha resolveram anexar-se ao reino de Sardenha (1860) do reiVictor Manuel II, que entrou em guerra contra o pontífice Pio IX pelo controle das regiões da Umbria e das Marcas. Com as derrotas militares em Castelfidardo e em Ancona (1860), o estado papal perdeu aquelas regiões que, em união com a Toscânia, Parma e Módena e o reino de Sardenha, passaram a se chamar de Reino de Itália. 
Com a deflagração da guerra franco-prussiana, os Estados Pontifícios apoiaram os francos, enquanto o Reino da Itália apoiou os Austríacos. O exército de oito mil soldados do papa Pio IX não foi páreo para as divisões reais, que entravam em Roma (1870) e declararam a cidade capital do Reino de Itália. Estabelecida a corte do rei Victor Emanuel II no Palácio do Quirinal, decretou-se o fim dos Estados Papais com a anexação do restante dos territórios pontifícios. 
Somente 59 anos depois, em 11 de fevereiro (1929), quando as portas do Palácio de Latrão, quartel-general da Cúria Romana, se abriram para a entrada do homem mais temido da Itália, o ditador Benito Mussolini, chefe do regime fascista que governava o país, é que o desejo da volta de um estado católico politicamente independente voltou a ser real. 
Mussolini queria que a Igreja reconhecesse oficialmente o regime e a Igreja queria recuperar o que havia perdido, durante o processo da unificação italiana, ou seja, o direito a um Estado soberano. Naquele mesmo dia, Mussolini assinou oTratado  de Latrão, que concedia ao papa Pio XI um território independente dentro de Roma e, em troca, a Igreja reconhecia o tirano como legítimo titular do governo da Itália como estado soberano. 
Nascia assim, o Estado do Vaticano como ele é hoje: o menor país independente do mundo, com um território de 44 hectares, em Roma, mas sob jurisdição pontifícia. 

Mapa do Vaticano com destaque para a localização da Basílica e a Praça de São Pedro, local de contato do Papa com a multidão de fiéis que visitam a Santa Sé diariamente. 

 


Vista frontal da Basílica 
e a Praça de São Pedro


  
 
 
PAPAS CATÓLICOS

O catolicismo é o maior ramo do cristianismo e o mais antigo como igreja organizada. Nenhuma história conta mais sobre os últimos 2 000 anos da presença humana no planeta do que a  Igreja Católica. O termo católico deriva do grego katholikos, que quer dizer universal, exprimindo, pois, a idéia de uma igreja que pode levar a salvação a qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. A sua doutrina baseia-se na canonização dos cristãos que de tornaram mártires na defesa da fé ou realizado atos milagrosos, reconhecendo-os como santos. Seus fiéis veneram estes santos como intermediários entre os homens e Deus. A dogmática Maria, mãe de Jesus Cristo, a Imaculada Conceição, teria nascido sem pecado e concebido seu filho virgem. Cconsiderada a principal intermediária entre os católicos e seu filho divino, teria ascendido aos céus em corpo e alma. A veneração aos santos e os dogmas marianos são dois dos principais pontos que distinguem os católicos romanos dos demais cristãos, especialmente os protestantes ou autoditos evangélicos.

A Igreja Católica Romana tem uma rígida hierarquia, centrada na autoridade do papa, que é eleito por um colegiado superior de prelados. O chefe supremo da Igreja Católica, considerado infalível desde 1870, também é chamado de Pontífice Romano ou Sumo Pontífice. Sua veste habitual é a sataina branca. Entre os ornamentos que lhe são reservados, merecem destaque a tiara e o anel de São Pedro. É também soberano do Estado do Vaticano, tem um corpo diplomático e tem como seu principal colaborador o secretário de Estado.

A sede da Igreja Católica Romana fica no Vaticano, um pequeno Estado independente no centro de Roma, Itália. O Estado da Cidade do Vaticano, com seus 0,44 quilômetros quadrados de superfície, o menor e o menos populoso país do mundo e que se encontra dentro da cidade de Roma, Itália, separado com cerca de 4 quilômetros de fronteira, foi fundado com o Pacto de Latrão, firmado entre a Igreja e o governo italiano, através deBenito Mussolini, em 11 de fevereiro (1929), durante o pontificado de Pio XI, encerrando uma luta de seis décadas depois do desmoronamento dos Estados Pontifícios.

Pacto de Latrão foi assinado pelo Cardeal Gasparri, então o Cardeal Secretário de Estado da Santa Sé. Por esse tratado, o governo italiano reconhecia o Vaticano como Estado soberano. Por seu lado, a Santa Sé cedia à Itália todas as terras dos antigos Estados Pontifícios, que o Papa havia governado desde o século V até 1870, quando o Piemonte tomou à força os territórios pontifícios. Entre 1870 e 1929, os Papas se consideravam prisioneiros no Vaticano, com relações cortadas com o Estado italiano, que conquistara Roma pela força.

O título de papa não existia antes de 306 e até 325, com o Concílio de Nicéia, exercia apenas a função de um metropolita, como bispo de Roma. Anteriormente o nome Papa era dado a todos os bispos da Igreja Católica. Aos poucos, foi reservado ao bispo de Roma, também patriarca do Ocidente e primaz da Itália. Em 609 foi instituído o papado, com poder central, mantendo sob suas rédeas toda a hierarquia romana. Em 1074, Gregório VII criou o celibato, proibindo o casamento para os papas. No ano seguinte, os padres casados se divorciaram. Em 1303, a Igreja Católica Apostólica Roma

publicado por luiscatina às 16:52

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